
Passam hoje 90 dias sobre o dia em que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de Fevereiro. Três dias antes Putin tinha praticamente confirmado o que no Ocidente há muito se vinha anunciando, e que Moscovo desmentia. Declarando que a nação ucraniana não existia, nem nunca tinha existido, Putin declarava a sua intenção de eliminar a Ucrânia da lista de Estados soberanos, invadindo-a e anexando-a, tal qual Hitler fizera há mais de oito décadas.
Era quinta-feira, e Putin tinha por certo tudo deixar resolvido no fim-de-semana. Como tinha por certo que tudo se resolveria como em 2014, quando anexara a Crimeia. Que o mundo anunciaria umas sanções que nunca cumpriria, e tudo voltaria à realidade do facto consumado, e ao esquecimento em poucos dias.
Sabe-se que não foi assim, e não se sabe ainda como será. Sabe-se apenas que o mundo já não é o mesmo que era há 90 dias ... e que também não será o mesmo que é hoje!
Se a Putin não for imposta uma derrota clara e incondicional, será uma desgraça maior para a Ucrânia, uma vergonha para as democracias e um perigo para a humanidade.
ResponderEliminarpois nao, quero dizer talvez, vamos ver, veremos.
ResponderEliminarNa volta, os nossos senhores dominantes de todo o mundo, ainda vao ficar a ganhar mais... a falarem chines.
Não estou muito de acordo. A Ucrânia já não se salva da desgraça, em qualquer circunstância. A "derrota clara e incondicional" de Putin só seria uma boa notícia se fosse possível sem uma "derrota clara e incondicional" da Rússia. Como não me parece que isso seja possível, e como a História já nos mostrou o que vem a seguir a uma derrota humilhante de uma grande potência, parece-me que é capaz de não ser grande ideia.
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