quarta-feira, 25 de maio de 2022

"Quem gosta de futebol, gosta do Benfica"

A chegada de Roger Schmidt: "Amo o futebol, e quem ama o futebol ama o  Benfica" - Diário do Distrito


Roger Schemidt assinou ontem o contrato para treinar o Benfica nos próximos dois anos. É o treinador do Benfica, e por isso o meu treinador. 


Nem sempre tem sido assim. Muitos foram os treinadores do Benfica que não reconheci como meus. O último foi ... o penúltimo. Mas outros houve: Pál Csernai, Ebbe Skovdahl, Ivic, Artur Jorge, Graeme Souness, Yupp Heynckes, que me lembre assim de repente ...


Mas neste caso é, assumo-o. Não seria a minha primeira escolha, mas não me cabe a mim fazer essas escolhas. Mas, tendo outras preferências e todas elas ou indisponíveis ou inacessíveis, parece-me uma boa escolha. É um treinador alemão, e os treinadores alemães estão na moda. Não tem no seu currículo nem muitos, nem grandes títulos, é verdade.


Mas os que cá chegaram com mais, e mais sonantes, títulos foram dos piores que nos calharam: Heynckes e Artur Jorge. O alemão - também alemão, mas de outros tempos - chegou cá carregado de títulos nacionais - na Alemanha e em Espanha - e com dois títulos europeus. Trazia no currículo o Borússia de Monchengladbach, dos bons velhos tempos, com uma Taça UEFA; o Bayern de Munique com dois campeonatos (onde regressaria para conquistar mais dois e uma Champions); e o Real Madrid com uma Supertaça Espanhola e uma Champions, ainda fresquinha. Já tinha ganhado tudo o que havia para ganhar. O português - o "Rei Artur", como lhe chamavam, com Porto, Racing de Paris e PSG no currículo, também já tinha ganhado tudo o que havia para ganhar em Portugal e em França, e até campeão europeu tinha também sido.


Foram os piores, ficaram a marcar os piores anos da História do Benfica, e foram escolhas das duas das três mais ruinosas presidências do Benfica. 


Não é pois por ter poucos títulos no currículo que se deve pôr em causa a probabilidade de sucesso de Roger Schemidt no Benfica, por muitos que sejam - e são - os problemas no clube. O treinador é, neste momento, o menor deles. Diria até que, se os problemas do Benfica fossem de treinador, estariam resolvidos. Não são, e estão por isso longe de estar resolvidos.


E diria também que, se o sucesso do treinador dependesse da empatia com os adeptos, estaria garantido. Chegou e conquistou os benfiquistas com uma frase: "Quem gosta de futebol, gosta do Benfica"!


Espalhou simpatia, elogiou tudo o que viu, e manifestou o prazer que é trabalhar num dos maiores clubes do mundo. Mas foi com aquela frase que conquistou os benfiquistas. Bem diferente da fanfarronice de meia tigela do "vamos arrasar e jogar o triplo"!


Benvindo Roger Schemidt. E bom trabalho!


 

3 comentários:

  1. penso que o Benfica,fez muito bem em contratar um treinador estrangeiro, porque em
    Portugal nao tem treinador portugues de classe para um clube como o Glorioso.assim como nao tem arbitros nem var corruptos, ( minusculos ), para o MUNDIAL que e a minha de escrever. SAUDACOES BENFIQUISTAS.e boa sorte para ROGER SHEMIDT,RUI COSTA e SEUS DIRIGENTES e para os Benfiquistas em GERAL

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  2. quem gosta de futebol gosta do BENFICA..I LOVE IT..CARREGA BENFICA....

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  3. Já estava na hora de o Benfica voltar às suas origens de contratar treinadores estrangeiros, por muito que custe a muitos, não há neste momento um treinador português que valha a pena apostar, ou colocar este ferrari nas mãos.
    Nem um, assim que chegam ao Benfica, são trucidados, cozinhados em lume brando e servidos frios como se fossem uma sopa de espinafres!
    Os estrangeiros têm outra imprensa, outro nome e acima de tudo trazem com eles um futebol mais limpo e puro que a porcaria que se joga por cá!

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