
Nunca me interessei muito pelo caso daquele pai de Famalicão que decidiu que os filhos não frequentariam as aulas de cidadania, parte integrante do currículo escolar. Achei simplesmente tudo muito bizarro. Bizarra a posição fundamentalista do pai e, mais tarde, bizarra a posição do Ministério Público de tentar retirar-lhe a guarda dos filhos para a entregar à Escola.
Para além das bizarrias, ficava a batalha pelas consequências da decisão daquele pai no percurso escolar das crianças, ao que se dizia alunos de excelência, que se vai arrastando. Como se arrasta a bizarra questão da guarda, levantada pelo Ministério Público.
Hoje, numa entrevista a esse pai publicada no jornal I - ou Inevitável, ou lá o que é - percebi afinal que as bizarrias não se ficam por ali. "Nosso Senhor não nos dotou sexuados para a gente andar aí a fornicar com rapazes e raparigas", mais que bizarro, é todo um manual para entender o fundamentalismo de seita a que este pai condenou os próprios filhos.
Bizarrias?? Cada um tem as suas e toma as que mais lhe aprouver.
ResponderEliminarQuanto a seitas? Qual a melhor?
Mas temos de ter e manter a coragem, estamos à beira do precipício, só falta dar o passo em frente.
Força sinhor louro, o partido é que sabe o que é milhor para quem quer!
"Nosso Senhor não nos dotou sexuados para a gente andar aí a fornicar com rapazes e raparigas"
ResponderEliminarEntão foi pra quê ??
Isto é bastante mas profundo, e ideológico a mais que um nível. No primeiro nível, é a doutrinação das crianças desde a mais tenra idade para mais incorporarem determinados grupos ideológicos. Misturada no meio de conceitos legítimos, vem atrás toda uma série de ideologias de género e agendas sociais e políticas. Que (no mínimo) são disputadas.
ResponderEliminarNo segundo nível, trata-se do Estado a afirmar propriedade das crianças, sobre os pais. Onde é que já vimos isto ?
Boa!
ResponderEliminarPor acaso gostava que os filhos deste palerma, de futuro, fornicassem com homens!!!!
ResponderEliminarO homem ia aos "arames" de certeza...rsrsrsrsr
dizer bizarro é dizer muito pouco.
ResponderEliminarClaro que a sociedade, apesar de tudo, divorciou-se e nao está para aí virada, mas entendam que este pai e outros, como em fazendas sem televisao nos states, protegem os filhos porque nao podem obrigar, pela violencia, a sociedade ao seu catecismo.