Antes de embarcar para o espaço para se tornar no primeiro português turista do espaço, o que estará para acontecer nas próximas horas, Mário Ferreira, o dono dos barcos do Douro e da TVI, anunciou que prescindiu dos 40 milhões de euros de financiamento do Banco Português de Fomento, ao abrigo do programa de recapitalização do PRR, garantindo que, afinal, vai recapitalizar as suas empresas aumentando-lhes o capital com fundos próprios.
Faz bem. Se tem dinheiro para viajar pelo espaço, que não deve ser barato, mesmo que para ele possam ser trocos, não lhe ficaria bem que não o tivesse para as suas empresas. O que não se percebe é que, se tinha o dinheiro e não precisa de qualquer cêntimo do PRR, como agora diz, por que é que o pediu?
Também não se percebe por que é que o famigerado e público Banco de Fomento lho concedeu, aplicando num único empresário - que, por acaso, é o 4º maior beneficiário em Portugal, e o 16º maior em toda a União Europeia, de fundos europeus e que, também certamente por acaso, está sob investigação das autoridades nacionais, por branqueamento de capitais e, das europeias, pela utilização dos fundos - 10% da dotação total do programa, e 52% da primeira leva de aprovações.
Em contrapartida há outras coisas que se percebem sem qualquer dificuldade como, por exemplo, que a TVI/CNN P nunca tenha dado notícia das investigações em curso. Que nunca tenha achado que fosse notícia o "pormenor" de bastarem 30 "Mários Ferreira" para esgotar a totalidade dos fundos para a recapitalização das empresas nacionais. Mas que achasse que deveria pôr todos os seus comentadores económicos a defender o seu patrão e a atacar as "Anas Gomes" e as "Catarinas Martins" deste mundo. Ou cobrir com directos, do outro lado do Atlântico, os preparativos do embarque para esta aventura espacial.
Ah... isso percebe-se bem!
Mais um parolo chico esperto. Portugal, infelizmente, está cheio desta gente.
ResponderEliminarO escrivão Eduardo Louro, não passa de um cretino imbecil e ignorante, não vale sequer a pena responder ao seu artigo idiota.
ResponderEliminarÉ triste que continuem a existir Eduardos Louros, a criticar no conforto do seu teclado, sem serem uteis no progresso da economia e criação de riqueza para o nosso país. A não utilização dos fundos do PPR não implica que não tenham sido necessários para o desenvolvimento de projectos inicialmente, o problema é falarem de temas que desconhecem na prática. Pois em Portugal, infelizmente a burocracia envolvida na atribuição destes fundos, só é possível a empresas que colocam muitos dos seus ativos humanos a tratar de todos os papeis necessários. Em vez de criticar, fizesse um projeto de inovação e fossem á luta de criar algo que desse rentabilidade para o país e para a sustentabilidade da sua empresa, seria bem mais útil. Apoiar-se em "Anas Gomes" que não larga o seu lugar europeu e não paga os imposto como devia, pois também é "artista" no esquecimento de os declarar, e o exemplo de "Catarinas Martins" que além de ser "artista" de formação, em nada contribuiu até hoje para uma evolução da economia em Portugal, pois além de deputada, não têm nada que se possa orgulhar como cidadã que apenas critica quem investe e arrisca ser empresário neste nosso Portugal.
ResponderEliminarSe se informasse antes de pagar os 20000 euros anuais da quota de membro VIP do PSD e amigo pessoal de Hugo Soares O MENTIROSO, até sabia que o bilhete custou 300000 euros. Boa parte será recuperado em entrevistas e publicidade.
ResponderEliminarÉ devia perguntar aos seus heróis mundiais porque é que as empresas chegam a distribuir 17000% do lucro líquido em dividendos e tem passivos de 30000% do capital próprio. Usando a sua lógica, porque razão uma PME tem 50000 euros de lucros e distribui 140000 euros aos seus accionistas mas, foi pedir 1,2 milhões de euros à banca a pagar juros de 9%. Não era muito mais simples a empresa usar os 140000 euros e reduzir o passivo?
Andou a copiar dados que o Chega andou a promover, que o IL promete 50000 milhões de subsídios para empresas e que o PSD prometeu um aeroporto de 3 pistas e 90000 aterragens mensais em Coimbra... Mas disso você está Proibido de escrever pois não lhe dariam os 153000 euros de fazer 50 minutos de palestra na universidade de Verão, para entregar doutoramentos a quem pagou para isso.
Pobre país em tudo: A inveja corrói. A nossa mentalidade é afunilada para a pobreza e o triste Fado. "Pobres mas honrados" lá dizia o outro. Os outros países a passar a nossa frente e a acenar. Cumprimentos.
ResponderEliminarAcho que vai sendo tempo de informarem as pessoas que os 40 milhões de financiamento seriam EMPRESTADOS - com reembolso + juros - e NÃO DADOS - a fundo perdido - como muita gente diz por aí...
ResponderEliminarAtaques e contra-ataques entre menores que se identificam com este ou aquele lado da barricada!
ResponderEliminarponto um- Se o dinheiro é dele - que o gaste como quiser!
se não é - que o devolva multiplicado por 10
ponto dois - O problema é a moralidade, (ou a falta dela) eu sou emigrante num país - Suécia - onde um ministro que se esqueceu de pagar a taxa de televisão se demitiu por vergonha!!!!! Onde a generalidade das empresas privadas premeiam os seus trabalhadores com prémios de desempenho quando os lucros acontecem.
Acho piada os que criticaram este artigo! Que fique claro e bem claro, o problema aqui é o facto do Mário Ferreira estar a ser investigado por fraude qualificada e branqueamento de capitais! Ainda não foi considerado culpado e pode até ser ilibado, mas penso que faz sentido ter muito cuidado com uma pessoa destas. Vejamos, se temos uma pessoa suspeita de roubou, vamos dar-lhe as chaves da nossa casa? Enfim, há muito mais por trás destes comentários que defendem estes Mários, é pena. Queria dizer que "há comentários que não se percebem".
ResponderEliminarPorque se resume ao insulto, vê -se que ia ser-lhe difícil responder...
ResponderEliminarPortanto dar 40 milhões a quem deles não precisa é uma ajuda a economia e desenvolvimento... Bem pensado...
ResponderEliminarNem mais, a ética republicana do norte da Europa aqui não tem espaço .. para uns quantos e como o autarca que mete só bolso, mas como faz obra...
ResponderEliminarTalvez tenham defendido outros mais salgados, rendeiros de coisa dos outros ..
ResponderEliminarO novo dono disto tudo é um azeiteiro...
ResponderEliminar... o mercado português não preciso deste TIPO de empresários,porque não o que é deles que é investido (o zé que pague) , seguramente o passeio não foi inferior a €300,000 , dinheiro que não foi investido no País e nas respectivas empresas (...)
ResponderEliminarEste Sr. é mais um vigarista, deste belo país a beira mar plantado.
ResponderEliminarSó se safam porque tem muito dinheiro fruto das trafulhices e com isso conseguem
pagar a bons advogados que os safam em caso de aperto.
Quem vai de cana são sempreos pobres, os ricos estão sempre safos, fruto desta justiça feita a medida das pessoas com dinheiro..
O que para mim sobretudo ressalva é que o consenso não-declarado do centrão PS/PSD que nos governa vai fazer 50 anos está a funcionar, os portugueses, é mantê-los pobres, estupidos e ignorantes e continuam a votar nos mesmos.
ResponderEliminarQuando as coisas correm mal chuta-se para a frente e culpam-se os outros. Ou as gasolineiras. Ou o malvado do Putin. Ou o Mário Ferreira. E o circo continua !
os pobres que paguem a crise...
ResponderEliminarNunca é demais denunciar, sobretudo porque os cidadaos estao sempre adormecidos, os bilioes que os estados europeus (no caso) entregam a fundo perdido ( dado !!! ) ás grandes empresas.
Um exemplo de uma empresa:
ResponderEliminarEm 2019 inicia-se uma empresa com capital inicial de 800.000 euros dividido por 2x sócios em 50% cada.
Gastam 700.000 e têm uma receita de 100.000 e o balanço anual é de -600.000 euros apesar de ainda ficarem com 200.000 em caixa.
2º ano - receita de 100.000, despesa de 75.000 e um lucro de 25.000 ficando com 225.000 em caixa.
3º ano - receita de 120.000, despesa de 50.000, lucro de 70.000 e ficam com 295.000 em caixa
No fim do 3º ano os 2x sócios decidem descapitalizar a empresa e distribuir mais valias do valor de 90.000 euros.
Resumo:face ao investimento inicial de 800.000 mil eles já recuperaram para a sua conta bancária 90.000 ao fim de 3 anos. 45.000 para cada o que equivale a 15.000 euros/ano.
Alguns poderiam dizer que 15000/ano dá um salário maior que o de muitos trabalhadores, mas a verdade é que esses 15000/ano representam apenas uma fração do rendimento recuperado dos 400.000 investidos por cada sócio inicialmente. Mas os sócios também precisam de ter dinheiro para eles.
Entretanto ao fim do 3º ano decidem pedir um empréstimo de 200.000 mil (passivo da empresa) de forma a que juntamente com uma fração dos 205.000 em caixa fazer um investimento para procurar criar mais valor acrescentado à empresa de forma a que a produtividade aumente e assim também os lucros apesar de terem feito uma distribuição dos mesmos no final do 3º ano.
Sei que isto é uma forma contabilisticamente errática de apresentar casos reais, mas apenas tenta criar uma ideia como não nos devemos admirar se uma empresa, no mesmo ano, distribuir mais valias e solicitar empréstimos. Tudo tem a ver com tentativa de aumentar o valor acrescentado da empresa ou a sua produtividade e também o seu lucro apesar de haver a necessidade de devolver algum dinheiro aos sócios. De qualquer maneira um empréstimo faz os sócios devedores de um banco e qualquer empresário de bem não gosta ficar refém de bancos. E cuidado com o vício dos empréstimos...
Por fim não se confunda empresários de profissão com vigaristas que se fazem passar por empresários. É com os vigaristas com pompa e imagem de bons empresários que os bancos têm de se preocupar, não com os empresários a sério. Infelizmente não há distinção de trigo e joio na comunicação social (distinguir empresários a sério de vigaristas) o que leva a ficarmos com ideias deturpadas dos empresários que criam riqueza e talvez o senhor Mário Ferreira (sem querer meter as mãos no fogo por ele) possa também ser vítima dessa deturpação.
Não julguemos e não seremos julgados, não condenemos e não seremos condenados, perdoemos e seremos perdoados (palavras de Cristo). As situações têm que ser corretamente analisadas pois já basta a cada um de nós ter de corrigir os seus erros.
Desconheço essa informação, mas a ser verdade então acho que muitos de nós deviam-se envergonhar (começando por mim :-)) quando pensaram coisas que não deviam.
ResponderEliminarSe é para insultar, ao menos assine com o seu nome. Não me parece que "Anónimo" esteja no seu cartão de cidadão.
ResponderEliminarO planeta a morrer, os ricaços da União Europeia a mandar os povos europeus passarem frio no Internet ao mesmo tempo que continuam a comprar gás natural ao psicopata Putin, e tipos como este a gastarem milhões a masturbarem-se no espaço...
ResponderEliminarPor isso sou de esquerda, mas uma esquerda séria, não a palhaçada do PCP que se recusa a condenar Putin ou a palhaçada do PS que prefere defender os interesses dos ricos.
O capitalismo é um cancro e tem que ser combatido. E se os reacionários me quiserem mandar para a Rússia, aviso desde já que não tenho interesse nenhum em ir para um país governado por um psicopata de extrema-direita, isso talvez se adeque melhor a reacionários como Le Pen ou Salvini, amigos de longa data de Putin.
Este pobre país não é para gente com ética. Só a xikespertice reina.
ResponderEliminarNão percebo exatamente as mesmas coisas.... Bem, estamos em Portugal (e só isto quase responde a tudo 😔)
ResponderEliminarConfesso que não percebi nada do que escreveu. Acredito que você também não. Não percebeu o que escreveu, como não sabe do que escreveu, como ainda não percebeu o que leu.
ResponderEliminarPercebi apenas que, mesmo sem saber o que escreveu, nem o que leu, conseguiu tirar conclusões sobre a minha vida activa. E isso, "no conforto do seu teclado", é notável!
Mas pelo menos identificou-se. O que já não é mau, e mereceu-me resposta que, como é sempre a minha prática expressa, apenas dou a quem se identifica.
Também não percebo o seu comentário.
ResponderEliminarEscrevi exactamente isso: um financiamento do Banco de Fomento. E escrevi que não se percebe porque o pediu, se dele não precisava. E acrescentei as outras coisas todas que não se percebem. E também as que se percebem.
ResponderEliminarNão está em causa que seja quem for gaste o seu dinheiro da forma que entender. Não é disso que se trata. Mas também se trata de moralidade.
ResponderEliminarConcordo inteiramente com o seu comentário: "há comentários que não se percebem". Mas isso é o normal nestas coisas.
ResponderEliminarQuando não há transparência nas decisões - com as tais coisas que não se percebem - o espaço ético fica sempre mais pequeno.
ResponderEliminarInfelizmente Portugal não consegue deixar de ser o país das coisas que não se percebem...
ResponderEliminarO comentador André tem toda a razão. O problema é que a escumalha das caixas de comentários gosta de lamber o rabo a milionários... Espero é que ao menos lhes paguem caso contrário é muito estranho (e burro) defenderem milionários de graça.
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