terça-feira, 2 de agosto de 2022

De luxo!


De luxo!


É o que se pode dizer da estreia oficial do Benfica nesta época. À excepção dos primeiros 10 minutos, em que o Midtjylland surpreendeu com uma pressão muito alta e com uma equipa muito compacta, com o Benfica a ter que ter alguma paciência na procura da resposta, o resto do jogo foi uma exibição de gala, apenas ofuscada por um resultado escandaloso à luz da qualidade do jogo benfiquista e das oportunidades de golo criadas - quinze, nada mais, nada menos.


Quando uma vitória por 4-1 fica como resultado escandaloso, está tudo dito sobre o domínio que o Benfica exibiu esta noite na Luz, no jogo da primeira mão da terceira pré-eliminatória de apuramento para a Champions, com esta equipa dinamarquesa.


Esteve uns bons furos acima do que apresentara nos seis jogos de preparação, a todos os níveis. Individual e colectivamente, técnica e tacticamente. E mostrou que a máquina está afinada.


Roger Schemidt apresentou o onze expectável, aquele que foi sendo apresentado por titular nas primeiras partes dos jogos de preparação, na sua vertente 4x2x3x1, com Gonçalo Ramos como único ponta de lança. E foi esse onze, e esse dispositivo táctico, que produziu o futebol empolgante a que esta noite se assistiu na Luz.


Logo que o Benfica se soltou daquelas amarras que a equipa dinamarquesa tinha preparado para a entrada no jogo, começou o vendaval exibicional de Neres, Enzo, Gonçalo Ramos, Rafa, Gilberto, Grimaldo, João Mário, Florentino, bem apoiados pelos centrais, Otamendi e Morato. E começaram a chover as assistências de Neres e os golos de Ramos, primeiro aos 16 minutos, e depois 16 minutos mais tarde. 


O terceiro tardou mais 7 minutos, e foi obra de Enzo Fernandez. O quarto era esperado a todo o momento, quando os jogadores do Midtjylland já só ansiavam pelo intervalo. Só ele os poderia libertar daquele sufoco. Para sorte da equipa dinamarquesa o intervalo veio primeiro.


Mas não lhes acabou com a tormenta. Para o Benfica foi como se não tivesse havido intervalo - bola de saída ... e para cima deles!


Chegou então o quarto. Muito atrasado, mas chegou. De novo por Gonçalo Ramos, para chegar ao seu primeiro hat-trick. E passou a esperar-se pelo poker, que esteve ali à mão por quatro vezes. Como esteve o golo que Neres merecia, e que a barra lhe roubou.


Em vez do quinto, sexto, oitavo, nono ou décimo golo do Benfica surgiu, através de um penálti caído do céu num lance inofensivo, o golo do Midtjylland, convertido por Sisto, provavelmente o melhor jogador da equipa dinamarquesa, à Panenka. Faltava um quarto de hora para o fim do jogo, e ficava fechado um dos mais mentirosos resultados de uma partida de futebol.


Até porque nesses 15 minutos finais o Benfica ficou a dever à exibição mais três ou quatro golos, mesmo depois de Roger Schemidt ter voltado ao alternativo 4x4x2, o tal plano B com Henrique Araújo e Yaremschuk. E com Chiquinho, para a ovação a Neres.


A eliminatória está evidentemente resolvida. Há acidentes, mas não há milagres. E, a jogar assim, só um acidente grave poderá impedir o Benfica de assegurar a presença na fase de grupos desta Champions, independentemente do adversário (Dínamo de Kiev, que eliminou o Fenerbahçe, de Jorge Jesus, ou o Sturm Graz) para o play-off.


 

2 comentários:

  1. Parabens a todos os Benfiquistas.. temos equipa,jogadores,equipa tecnica?valeu o treinador
    estrangeiro e suas ideias de jogo realmente foi um luxo..carrega BENFICA rumo a 38

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  2. Só depois de jogar com o Fê Cê Pê é que acredito.

    Antes disso

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