Grande jogo de futebol em Leiria, esta noite. No feminino, na final da Supertaça. Sim, na Supertaça do futebol feminino os finalistas apuram-se num torneio a quatro. É uma final, ao contrário do que acontece no futebol masculino. Aí chamam-lhe final, porque querem...
Teve tudo o que um jogo de futebol pode ter. Emoção, golos, espectáculo e intensidade, tudo embrulhado em futebol do bom. E, como por cá não pode deixar de ser, muitos casos de arbitragem. Mas também muito fair-play, dentro e fora do relvado.
Só ficou decidido no prolongamento, para onde foi empurrado pela arbitragem e, tem de dizer-se também, pela guarda-redes do Sporting. Não sei se não será melhor que o Adan, mas é muito melhor que o Porro.
As jogadoras do Benfica fizeram tudo para resolver as coisas nos 90 minutos, mas foram obrigadas a meia hora extraordinária. Estiveram sempre por cima do jogo, mas viram-se a perder com um penálti mais que caricato descoberto - melhor, inventado - pelo VAR. A partir daí sufocaram as adversárias, fizeram brilhar a extraordinária guarda-redes do Sporting, chegaram ao empate numa grande jogada de futebol e desperdiçaram uma mão cheia de oportunidades para marcar. Para compor o ramalhete, a 3 minutos dos 90 o VAR convenceu a árbitra a reverter o único verdadeiro penálti dos 90 minutos do jogo. Não admirou, até porque, no outro, já no prolongamento, numa mão na grande área que toda a gente viu, o VAR também teve dúvidas.
No prolongamento começou tudo finalmente a resolver-se. O Benfica marcou três golos, chegou ao 4-1, e podia ter marcado mais do dobro. Pelo que se viu em campo, se calhar três ou quatro jogadoras davam jeito a Roger Schemidt. Bom, no caso da Kika Nazaré, dá vontade de dizer que seria a Kika e mais dez!
Não sei se o José António Saraiva viu este jogo. Não viu, provavelmente...
O Saraiva não viu porque estava ocupado a analisar aquele estudo húngaro sobre os perigos do elevado grau de habilitações das mulheres
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