terça-feira, 4 de outubro de 2022

Estratégia errática

Carreiras gerais da função pública terão aumento adicional ao longo da  legislatura — DNOTICIAS.PT


Este governo não está apenas em desorientação total, com casos e casinhos diários; continua sem rumo, sem estratégia e sem seriedade.


Na sua proposta salarial para a administração pública, ontem apresentada pela ministra Mariana Vieira da Silva, insiste em trapalhadas, habilidades e truques, como já fizera no anúncio da actualização das pensões. Mistura números para atirar com números, e chegar a médias a partir de somas de alhos com bugalhos.


De tudo isso ressalta que não tem uma estratégia para o país, e que, afinal, a maioria absoluta não serve para mais nada que gerir o curto prazo. Que a estratégia para o país não vai além da orçamental, e que, para além do curto prazo do orçamento anual, apenas vê o médio prazo das próximas eleições.


Há poucas semanas o governo reconhecia que tinha um problema de salários no problema do Serviço Nacional de Saúde. E prometia resolvê-lo, em particular no caso dos médicos. Há poucos meses reconhecia que o país tinha um problema de salários. E que nem era tanto de salário mínimo, mas de salário médio. Há poucos meses anunciava que o objectivo da legislatura era aproximar o peso dos salários no PIB ao da média da média europeia, o que implicaria um aumento médio dos salários em reais em 20% no conjunto dos próximos quatro anos. Há poucas semanas, ou meses, reconhecia a necessidade absoluta de reter cérebros, de evitar que os mais qualificados continuassem a sair do país. Há poucas semanas, ou meses, reconhecia que a Administração Pública, a Saúde, ou a Educação, teria que ter condições para atrair os melhores. Há poucas semanas, ou meses, dizia que isso se conseguiria premiando os melhores desempenhos.


Ontem, com a proposta apresentada, percebeu-se que nada disso era para levar a sério, e que tudo é para continuar inamovível. Que apenas os salários alinhados com o SMN são aumentados em linha com a inflação. E que basta um vencimento bruto acima de 2.600 euros para se ficar com 2% de aumento nominal, e voltar a cortar - o governo não gosta do verbo, mas é o que é, sem volta a dar-lhe - mais 6% nos salários.


Nas palavras, a solução é aumentar salários. Nos actos, é cortá-los. É esta a estratégia errática de António Costa!


 


 

10 comentários:

  1. As propostas da direita é que lhe deviam levar a pensar no que anda a votar...
    redução de 99% no IRC; Redução de 10% no IRS, para rendimentos até 30000 euros, redução de 33% para rendimentos de 30000 a 90000 euros e redução de 66% para rendimentos acima de 90000 euros, anuais; fim do IUC para carros acima de 80000 euros; fim do IA para todos os automóveis comerciais; Majoração de 500% para despesas com veículos de passageiros, para empresas e empresários em nome individual com contabilidade organizada; Majoração das despesas com gás e electricidade em 180%, para empresas e empresários; ajuda de 90000 milhões para as empresas distribuidoras de combustíveis e electricidade, para reduzirem os preços ao consumidor; Revogação de todas as leis que permitem ao governo tabelar preços; Aumentos de 50% nos salários de 4000 euros para cima, 10% para salários inferiores.
    Curioso não é? Foi essa a ideia do governo inglês... Libra perdeu 73000 milhões de dólares, Banco de Inglaterra teve de DESPEJAR 191000 milhões de libras, para o mercado, com a aquisição de obrigações e dívida de fundos de pensões, que chegaram a perder 90% dos seus suportes.
    Será que o Chega, IL e PSD não aprenderam com a reviravolta que o governo inglês está a fazer, mesmo sabendo que o Banco de Inglaterra poderá subir a taxa de juro em 125 a 200 pontos base, já este mês?
    E que irá obrigar o BCE a saltar dos 50 pontos previstos para 75 ou mesmo 100 pontos na próxima reunião? Os mesmos partidos só estão preocupados com as empresas e os empréstimos para investimento e em quem pediu 300000 a 50 milhões de euros para investir em propriedades ou empresas de turismo. Os pobres que se lixem e entreguem as casas, que o IL, Chega e PSD logo lhes oferecem 500 euros anualmente, para poderem usar num cartão refeição, pelo qual o governo irá pagar 730 milhões de euros, anuais, a uma empresa sediada em Malta.

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  2. Quando e em que governo o aumento salarial foi igual à inflação?
    Quando e em que governo o aumento de pensões foi igual a 8%?
    Quando e em que governo é que a reposição do poder de compra deixou de estar dependente da inflação havida para estar dependente da inflação esperada?
    Talvez fosse melhor informar sem demagogia, não?

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  3. Talvez seja boa ideia explicar ao Carlos Sousa: se a inflação é de 8% mas o salário aumenta 2%, isso significa um corte de 6% no poder de compra. É para isto que se anda a trabalhar 40 horas por semana, para receber cortes salariais? Isto é literalmente gozar com quem trabalha!

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  4. Caro Manuel da Rocha,

    Já pensou ir ao médico para se tratar?

    Cumprimentos
    José Marques

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  5. As continhas que você faz estão certas, mas em que ano é que isso aconteceu?
    Seja sério se quer ser levado a sério.

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  6. Nos anos da geringonça o aumento do salário mínimo foi superior à inflação.

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  7. Esse senhor disse alguma mentira? O que a direitalha portuguesa quer é baixar os impostos em tudo, conduzindo assim à bancarrota. À semelhança do que o governo inglês está a fazer e nem sequer o FMI gostou.

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  8. Ora aí está, e de quanto é que foi o aumento?

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  9. Não estou a informar, estou a opinar sobre uma informação. A informação é factual. A opinião que expresso poderá ser contestada, mas não é isso que faz. Faz outra coisa qualquer que não chego a perceber. Já agora, se não percebeu, o que está em causa no texto é que a "bota não joga com a perdigota", não é se e quando é que os aumentos dos salários foi igual à inflação. Mas sobre isso digo-lhe que foram iguais durante muito tempo e vários governos.

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  10. Você então é uma pessoa com muita sorte, pois eu trabalhei estes anos todos e não me lembro de ter tido algum aumento que cobrisse a inflação, antes pelo contrário.

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