Vítor Gaspar, o nosso administrador de falências, brindou-nos hoje com mais umas preciosidades. No dia seguinte à Economist ter garantido aquilo que já todos nós percebemos – que Poortugal está á beira de um segundo resgate e o euro à beira do colapso – e do INE ter revelado o acentuar do desastre da sua execução orçamental, a quebra na receita fiscal e o agravamento do défice no terceiro trimestre, o ministro das finanças ignora tudo isto e diz que o problema é que os portugueses não estão dispostos a pagar aquilo que acham que o Estado lhes deve fornecer.
Ora aí está! O problema não é o Estado e a administração que dele têm feito, não são sequer os juros – usurários, mas nem essa é a questão – que são, de longe, a primeira rubrica de despesa, e se tornaram num ministério. Oculto, mas nem por isso dos mais gastadores! Não são os BPN´s e todos os escândalos de corrupção que desgraçaram e desgraçam este país.
Não. Para Vítor Gaspar “o problema fundamental, difícil” – como acentuou – é que os portugueses querem serviços sociais mas não querem pagar impostos. Como se pagassem pouco…
Portugal poderá estar no limite de tolerância da troika - como ameaça - mas ele já ultrapassou o limite de tolerância dos portugueses!
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