sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Obrigatório cantar

Incentivar com tristeza', o paradoxo dos torcedores iranianos na Copa


Jogou-se hoje a segunda jornada dos grupos A e B, sem que nada ficasse decidido, a não ser o fim de linha para a selecção da casa. Ninguém repetiu a vitória da primeira jornada, e por isso ninguém garantiu matematicamente o apuramento.


No grupo A apenas o último lugar do Catar é definitivo, depois de voltar a perder, desta vez por 3-1, com o Senegal. Mesmo que a Holanda, ou os Países Baixos, como eles querem, tenha praticamente o apuramento garantido. 


Com muita sorte, mas tem. São certamente os campeões da sorte neste Mundial. Começou logo no sorteio, quando do pote 1 lhe saiu o brinde Catar. Que lá estava, não por mérito - evidentemente - mas pelos caprichos da FIFA, que lá coloca o país organizador. Continuou no primeiro jogo, com o Senegal, a quem nunca foi superior. Antes pelo contrário, ganhou (e logo por 2-0), mas a selecção africana (sem Mané que, lesionado, ficou de fora) foi melhor, construiu muitas mais oportunidades para ganhar, e acabou traída pelo seu (excelente) guarda-redes - Mendy.


Hoje voltou a ter sorte, e da grande, no empate a um golo com o Equador. Os sul-americanos, que praticamente entraram a perder, foram sempre melhores e só não ganharam porque o futebol é um o jogo. E no jogo entram sempre as coisas da sorte e do azar - a bola que vai à barra e ao poste, e não entra; ou os centímetros que fazem com que um golo bem construído acabe por não contar.


Equatorianos e senegaleses foram melhores que os neerlandeses, mas vão agora, na última jornada, decidir entre si quem segue em frente. Com a selecção laranja a rir, frente ao Catar.


No grupo B, nada estando definido, é praticamente impossível que a Inglaterra deixe se ser apurada, com o País de Gales - seu adversário na última jornada - com grande dificuldade em fugir do último lugar no grupo. Até porque é mesmo a equipa mais fraca do grupo. Empatou com os Estados Unidos, a zero - o quinto 0-0 até agora - que mereciam mais. Os americanos fizeram uma grande partida, mas não tiveram a sorte do jogo. Os ingleses deixaram empalidecer a imagem que tinham deixado no primeiro jogo, e não confirmaram a candidatura então anunciada.


Se este foi um bom jogo, mais por responsabilidade dos americanos que dos ingleses, o outro, foi emocionante. Impróprio para cardíacos, como dantes se dizia.


O Irão, de Carlos Queirós, foi sempre superior ao País de Gales. Mas a bola não queria entrar. Os iranianos - que desta vez terão sido obrigados a cantar o hino, sabe-se lá com que ameaças - acabaram apenas por resolver o jogo nos minutos finais dos descontos, aproveitando a superioridade numérica por expulsão do guarda-redes galês, por intervenção do VAR, a menos de 10 minutos dos 90. Com um golo no último dos 8 minutos de compensação, e outro ao décimo. Por mais dois minutos em compensação das celebrações com que se fez a festa iraniana, com Carlos Queiroz no centro.


Para seguir em frente a selecção de Taremi e Queiroz não poderá perder com os Estados Unidos. Um jogo entre o Irão e os Estados Unidos já tem pimenta suficiente. Com um apuramento em jogo ... o hino vai mesmo voltar a ser cantado!


 


 

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