sábado, 24 de dezembro de 2022

Dez meses de guerra

Expresso | Guerra na Ucrânia: Rússia disparou Zircon, o míssil de cruzeiro  hipersónico que Putin diz ser “invencível”


Dez meses depois Putin refere-se pela primeira vez à guerra como guerra. A palavra proibida, que dava até pena de prisão, é agora palavra apropriada ao que continua a passar-se na Ucrânia, 10 meses depois do dia da invasão..


O que mudou?


Nada. Simplesmente uma "operação militar especial" não pode durar 10 meses, um ano, dois, três... Sabe-se lá quantos...


Não. Não é "lapsus linguae" de Putin. É apenas a confirmação de boca própria que a estratégia falhou em toda a linha. E a forma que encontrou de o continuar a negar!

5 comentários:

  1. Com mais de 18000 dos melhores soldados russos mortos, com mais de 145000 reservistas mortos ou feridos, com gravidade, com mais de 400 triliões de euros em material militar destruído ou perdido, não há outra forma da Rússia tratar a "operação militar especial", senão como uma guerra.
    Já mudaram as lideranças militares 5 vezes, em 10 meses. Só a liderança do FSB e do Kremlin continuam as mesmas. O povo russo perdeu boa parte da vida que tinham, até durante a covid-19. Na China são 180 milhões de infectados, por semana, e mais de 50 milhões de mortos, mesmo assim, a única diferença foi comprarem 3000 milhões de vacinas ás 2 farmacêuticas americanas/europeias. Na Rússia, não há essa hipótese e os produtos chineses também estão com muitos problemas. Sobram mísseis e drones iranianos, assim como balas e obuses da coreia do norte.

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  2. A conclusão de que a estratégia da “Operação Militar Especial” “fracassou em toda a linha” parece-me demasiado apressada. Até exagerada. Coisa de desejos. Da sua natureza faz parte a pressa e o exagero. Legitimidade não se lhes pode negar. Muitas vezes ajuda procurar-lhes a origem. Por exemplo: Não será a informação mediática (essa que tudo nos traz!!!) truncada, censurada e deturpada? Então os nossos desejos não passam de ilusões, isto é, estamos a ser enganados. Que tal tentar outras fontes de informação? “Guerra” e “invasão” são só nomes que a comunicação social tenta fazer rimar com Rússia. Duas perguntas: Que estão os Estados Unidos a fazer na Ucrânia? Que tal se a Rússia instalasse bases militares no México? São só ideias que me ocorrem quando utilizo a minha cabeça para pensar...

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  3. Que tal se Rússia se tornasse um estado democrático e não fizesse da agressão a sua forma preferida de comunicar com os vizinhos? Que tal se a Rússia retirasse as armas nucleares instaladas em Kaliningrad, bem às portas dos países europeus? Que tal se na Rússia o direito de livre opinião não fosse suprimido com doses de veneno e com quedas inesperadas por escadas abaixo ? O ocidente tem certamente muitos defeitos, mas ninguém é assassinado, nem sequer preso por falar mal do governo. Se eu tivesse um vizinho como a Rússia, ou me mudava ou armava-me. Por acaso regimes democráticos como a França e a Alemanha têm armas apontadas um ao outro ? Será que existem armas nucleares na fronteira dos EUA co o Canadá. A verdade é que ninguém quer ter como vizinho regimes como o da Rússia. E quem não consegue fugir, procura defender-se. Não só este regime criminoso e obsoleto do Kremlin vai cair, como todos os que o defendem vão ficar do lado errado da história. Tanto é ladrão aquele que entra em casa alheia, como aquele que fica à porta.

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  4. "Que estão os Estados Unidos a fazer na Ucrânia?"
    Os Estados Unidos não estão na Ucrânia.
    "Que tal se a Rússia instalasse bases militares no México?"
    Para isso era preciso o México querer... Mas nem os países que fazem fronteira com a Rússia gostam da Rússia, quanto mais um país do outro lado do mundo...
    Se tu gostas do Putin, podes emigrar para a Rússia e lutar por ele. Ele agradecerá o teu sacrifício.

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