Logo que foi conhecido, há uma semana atrás, o acordo do Eurogrupo sobre as condições do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira que, mais uma vez, empurraram com a barriga a falência da Grécia, Vítor Gaspar apressou-se a dizer que Portugal iria beneficiar do princípio da igualdade de tratamento.
"Portugal e Irlanda, países de programa, serão, de acordo com o princípio de igualdade de tratamento adoptado na cimeira da área do euro, em Julho de 2011, beneficiados pelas condições abertas no quadro do Mecanismo Europeu de Estabilidade Financeira", afirmou Vítor Gaspar, no encerramento da discussão do Orçamento do Estado para 2013, na Assembleia da República.
O Sr Schauble, o tal que dizia baixinho a Vítor Gaspar que quando fosse necessário lá estaria para ajudar, acaba de recomendar a Portugal que não reclame essa igualdade de tratamento. Não é conveniente, diz ele!
Ainda não ouvimos o ministro das finanças sobre isto. Provavelmente nem iremos ouvir. Mas Passos Coelho já falou: as palavras de Schauble são um elogio para Portugal, disse.
Ora aí está!
Por mim, nem sei o que mais me comoveu: se o elogio de Schauble se a excitação de Passos Coelho. Ai aquele brilhozinho nos olhos…
Portugal não é a Grécia. Definitivamente!
P.S.: Vítor Gaspar já falou. Para dizer nada! Que está tudo descontextualizado: estão descontextualizadas as declarações do ministro das finanças alemão, mas também as do primeiro-ministro. Afinal não há novidade nenhuma: Vítor Gaspar no seu melhor. O pior!
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