
No inverno chove. Às vezes chove muito. Quando chove muito, há cheias em Lisboa. Às vezes morre muita gente, tanta que nem nunca se chega a saber quanta. Às vezes dá jeito que não se saiba. Em 1967 foi assim.
Esta noite choveu muito em todo o lado. E choveu muito em Lisboa. Houve cheias e morreu uma pessoa. Sabe-se que morreu uma pessoa.
Os túneis de escoamento que Lisboa aguarda há décadas que sejam construídos no subsolo, podem esperar. Têm podido esperar. Afinal as alterações climáticas só dão seca e Lisboa é só para estrangeiros. E, ao contrário das gravuras, sabem nadar. Yo!
Eu só gostava era que fossem as casas da escumalha que nega as alterações climáticas (e que não é algo exclusivo dos Estados Unidos, essa gentalha também existe em Portugal) a ficar inundadas.
ResponderEliminarIsto está de tal maneira que já nem é possível prever fenómenos meteorológicos catastróficos mas há uma certa escumalha (e que todos sabemos quem são) que continua a viajar em jatos privados.
E no caso de quem destrói o nosso planeta e põe em causa a sobrevivência da espécie humana, "escumalha" é um termo muito simpático.