E se tudo isto - o caso da Secretária de Estado do Tesouro - fosse apenas mais um episódio da guerra de delfins há muito aberta no PS, com o governo como teatro de operações?
E se Fernando Medina, conhecedor de toda a história da senhora Alexandra Reis através da sua própria mulher - directora jurídica da TAP até Março, donde saiu no mês que seguiu ao da senhora de lá ter saído com meio milhão de euros no bolso, por quem todo o processo naturalmente teria de passar -, a tivesse nomeado apenas para que viesse a ser conhecido um caso que, de outra forma, nunca chegaria ao conhecimento público?
E se Fernando Medina tivesse escolhido Alexandra Reis para sua Secretária de Estado para liquidar de vez Pedro Nuno Santos?
Não. Isto não cabe no domínio das teorias da conspiração. É apenas ficção mal amanhada de quem já viu um porco a andar de bicicleta na política portuguesa...
Claro que se pode perguntar, especular e procurar pontas no sarilho das intrigas de corredor. Mas raspando um pouco na patina da intriga fica logo à mostra que os contratos de trabalho das empresas nacionalizadas são todos assinados e sancionados pelo governo. E se não foi o PS foi o PSD, enfim, os partidos do regabofe à custa da miséria da população... o resto é conversa de televisão para boi dormir.
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