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O Benfica fechou a primeira volta do campeonato com uma vitória clara em Ponta Delgada, no terreno do Santa Clara, num jogo em que teve uma primeira parte bem conseguida.
Não foi ainda um jogo completamente ao nível do que melhor a equipa produziu no período que antecedeu a paragem para o Mundial, mas foi um Benfica impositivo, dominador e fiel à matriz do seu futebol. Sem Rafa, de novo afastado por lesão muscular, e sem Otamendi - de fora por conta daquele amarelo estapafúrdio com que Soares Dias o presenteou logo no início do dérbi, há uma semana - e com o Veríssimo a apitar, que é sempre uma má notícia, o Benfica começou o jogo com vontade de tornar fácil o que poderia ser complicado.
A receita foi a do costume - pressão alta, concentração competitiva e velocidade na circulação da bola. Depois, dois golos nas duas primeiras oportunidades, ajudou. O desperdício veio depois, mas com a equipa já sentada no conforto de uma vantagem de dois golos conquistada no quarto de hora inicial, ambos com a marca de água de Enzo Fernandez. No primeiro, com um cruzamento perfeito para Aursenes marcar, de cabeça. No segundo, com um passe de ruptura para Grimaldo cruzar para a entrada da pequena área, onde Gonçalo Ramos surgiu, de rompante e com classe, a desviar a bola para dentro da baliza.
A equipa não baixou o ritmo, e continuou a mandar no jogo, a exibir futebol de qualidade, e a criar novas oportunidades claras para aumentar o marcador. Três, pelo menos, de golo feito. Draxler, sempre o elo mais fraco, e sem justificar a titularidade - nem sequer a manutenção no plantel - falhou uma delas, sozinho, na cara do guarda-redes adversário. Gonçalo Ramos - com mais um grande jogo - falhou duas já em cima do intervalo. Que chegou com um resultado que, sendo interessante, estava longe de corresponder ao que se tinha passado no relvado naqueles 45 minutos.
Que não voltou exactamente a repetir-se na segunda parte. O Benfica baixou a pressão e a intensidade, e o Santa Clara estendeu-se mais no terreno e começou a ter chegada à área benfiquista. Poderia compreender-se a estratégia de abrandamento: com a subida a equipa açoriana deixava espaço para explorar nas costas da sua defesa, para arrumar definitivamente com o jogo. Assim teria sido se Gonçalo Ramos, logo aos 7 minutos, não tivesse desperdiçado um golo fácil, ao rematar ao lado da baliza quando, só com o guarda-redes pela frente a meio do meio campo adversário, tinha todo o tempo e espaço para o contornar e enviar tranquilamente a bola para a baliza deserta.
Como não foi, o Benfica passou por um quarto de hora complicado. Passou a perder os duelos e as segundas bolas, e deixou de ter condições para construir saídas que intimidassem o adversário. Que não construiu grandes oportunidades para marcar, mas manteve presença duradoura no meio campo benfiquista e conquistou cantos atrás de cantos. E quando assim acontece, o golo pode surgir quando menos se espera.
Estava o jogo nisto, e corria o minuto 64, quando Roger Schemidt fez entrar Neres, Chiquinho e ... Gonçalo Guedes, para a ansiada estreia, neste saudado regresso a casa. Saíram João Mário, que já pouco dava ao jogo, Aursenes, que tinha sido contemplado com um amarelo pelo Veríssimo, e Florentino, sem razão que se percebesse. Em campo mantinha-se Draxler, igualmente sem razão que se percebesse. E que por lá se manteria até ser substituído pelo menino João Neves, a 10 minutos do fim, e quando o jogo tinha acabado de ficar definitivamente resolvido com o golo de Gonçalo Guedes, na estreia perfeita.
Se o "nosso filho pródigo" e Chiquinho acrescentaram, Neres não. Mais uma vez. Preocupantemente, está a "drexlerizar-se". E o Benfica acabou com aquele quarto de hora que não foi de terror, mas não foi bonito de ver, já depois de António Silva ter evitado o golo, na única clara oportunidade dos açorianos em todo o jogo.
Nos restantes 25 minutos do jogo o Benfica voltou ao comando e ao controlo do jogo, e voltou a criar, e a desperdiçar, mais umas quantas oportunidades para voltar a marcar. Só não falhou Gonçalo Guedes, ao minuto 80, depois de mais uma assistência de Enzo Fernandez. O melhor em campo, e definitivamente "regressado".
Houve ainda tempo para a última substituição, com Musa a render Gonçalo Ramos, em cima do minuto 90. Ainda a tempo de falhar disparatadamente duas oportunidades - quase tão disparatadamente como Neres já tinha feito - , e de voltar a confirmar que é mais um dos que não tem qualidade para jogar nesta equipa.
E assim fechou o Benfica a primeira volta. Que fica como a terceira melhor neste formato da Liga. Da melhor, que há apenas um mês pensávamos que seria ultrapassada, a da época 2019-20, de Bruno Lage, nem nos queremos lembrar... Mas isso foi noutros tempos. Agora é tempo de fazer com que a segunda seja, pelo menos, igual a esta primeira. Não há os 7 pontos de vantagem, que da outra vez fugiram tão depressa mas, perdendo apenas os mesmos 7 perdidos nesta primeira volta, dificilmente deixará de haver festa no Marquês, em Maio.
Há o Benfica com Rafa e o Benfica sem Rafa…Demorei algum tempo a perceber quem o tinha substituído, e só perto da meia hora de jogo, quando vi Draxler falhar clamorosamente uma oportunidade flagrante de golo, percebi. Tenho mantido a esperança de ver um Draxler mais parecido com aquilo que já foi, mas a cada jogo que passa essa esperança vai-se desvanecendo.
ResponderEliminarO Benfica entrou bem no jogo, tão bem que aos 15 minutos já ganhava por 2 golos de diferença, com Aursnes a marcar o primeiro golo do jogo e o seu primeiro com a camisola do Benfica e o inevitável Gonçalo Ramos a fazer o segundo.
Só que a partir daí o jogo tornou-se confuso e atabalhoado, com o Benfica a jogar devagar e devagarinho, como se diz em Cabo Verde, beneficiando da morabeza do Santa Clara, que nunca demonstrou ter argumentos para discutir o jogo.
O jogo tornou-se tão monótono, que não fosse a expetativa de ver a estreia de Gonçalo Guedes tinha ido á minha vida. Mas não fui, até porque abandonar um jogo do Benfica a meio é um sacrilégio que não quero cometer. E finalmente, por volta da ultima meia hora de jogo, Gonçalo Guedes entrou, jogou e marcou, como fazem os verdadeiros reforços.
Aos 82 minutos ainda foi a jogo o jovem João Neves, que, ou muito me engano, ou terá um futuro deveras promissor.
Enzo, que não sabe jogar mal, foi o homem do jogo e o Benfica mesmo não tendo feito um jogo brilhante, ganhou e ganhou bem, foram 3, como podiam ter sido 6 ou 7, mas parece que por vezes, mesmo nos jogos mais fáceis, a baliza adversária continua a intimidar.
O Benfica termina assim a primeira volta isolado no 1º lugar da Liga e com todas as condições para fazer uma segunda volta tão boa, ou melhor que a primeira, além disso, “candeia que vai á frente, alumia duas vezes”.
Enquanto esperava pelo jogo dos Açores, entretive-me a ver o derby feminino.
O futebol feminino é assim uma espécie de futebol light, sem testosterona, mas mesmo assim, a Kika, a Pauleta, a Jéssica, a Cloé, entre outras, jogam um futebol capaz de fazer corar muito pé de chumbo que para aí anda no futebol masculino.
Foi um jogo agradável de seguir, o Benfica foi bastante superior e ganhou por uma mão cheia de golos, assim numa espécie de vingança, servida a quente e no feminino.
E Pluribus Unum !
BENFICA, tem que ganhar os seus jogos fora com muito mais eficacia? senao vai ser dificil vencer este campeonato jogadores como draxler,chiquinho, musa ao tem lugar no BENFICA
ResponderEliminarpara ser campeao europeu tem que ter jogadores suplentes de maxima qualidade mas para la vamos com muita fe ..BENFICA SEMPRE.
O Benfica tem que definir três objectivos de forma clara:
ResponderEliminar- Ganhar a Primeira Liga.
- Ganhar a Taça de Portugal.
- Chegar pelo menos às meias-finais da Liga dos Campeões.
Um clube que ficou em 1º lugar num grupo com o PSG tem que ambicionar tudo.