Os crimes chamados de colarinho branco continuam impunes. Em Portugal, como se sabe, quem tem dinheiro encontra sempre forma de fugir à Justiça, pagando bem a advogados que vão encontrando sempre mais um papel para juntar ao processo, mais uma aclaração e mais umas centenas de testemunhas para arrolar. Que aparecem depois nas televisões a queixar-se da morosidade…
As burlas com o Fundo Social Europeu são apenas os progenitores do Furacão, do BPN e de não sei quantos outros crimes que nos trouxeram até aqui. Três décadas depois só se ouve falar deles porque prescreveram … ou, às vezes, ainda por piores razões: ainda há pouco se falava da UGT, e da forma como, por elas, para sempre ficara refém do(s) governo(s).
Agora foi o famoso caso Partex, mas há mais, muitos mais, que a coberto de um sistema ultragarantístico, desenhado à medida dos projectos de poder, vegetam durante décadas até à morte final, tranquila e redentora…
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