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Mais uma enchente na Luz, para receber o Boavista, em pleno Carnaval, e para mais um espectáculo bonito. Desde logo - e até ao fim - nas bancadas. Bonito de se ver!
O jogo também teve momentos bonitos, e não foram sequer poucos. E muitos de ansiedade. Este foi um jogo como tantas vezes acontece ao longo de uma prova longa, como é o campeonato. E como tantas vezes são os jogos com o Boavista na Luz. Têm sempre muita história para contar.
A deste começa a contar-se com uma entrada à Benfica. O primeiro quarto de hora foi o Benfica destes últimos jogos, pressionante, com ritmo e com o seu futebol de qualidade. Logo com uma boa oportunidade de golo (Rafa) no primeiro minutos. Só que, depois, tudo isso foi desaparecendo muito por culpa problemas no passe. Os passes falhados, onde Gilberto era rei, foram retirando ritmo e fluidez ao futebol habitual da equipa. E dando confiança ao adversário que passou a ter oportunidade para fazer mais alguma coisa que fosse correr atrás da bola. E dos jogadores do Benfica.
Aqui ou ali lá aparecia uma jogada mais bem conseguida. Mas não muito mais que isso. Até ao último minuto da primeira parte, apenas uma oportunidade de golo clara. De Gonçalo Ramos, ali pelo minuto 25, daquelas são a sua imagem de marca, e que normalmente ele não falha. Depois veio esse minuto final da primeira parte, igualmente com Gonçalo Ramos como protagonista - e Bracali - em que, por duas vezes, a bola não quis entrar.
Nas bancadas queria acreditar-se que era o pronúncio para a segunda parte. E era!
Neres entrou ao intervalo para a direita, saindo Florentino, e passando Aursenes para o lado de Chiquinho (na verdade passou para todo o lado, e ao lado de todos), e João Mário da direita para a esquerda, e a segunda parte arrancou a um ritmo vertiginoso. Aursenes podia logo ter marcado, numa bomba à entrada da área. Depois dois lances seguidos dentro da área boavisteira a deixarem suspeitas de penálti, sobre Rafa e Gonçalo Ramos, que o VAR não confirmou.
Foram 10 minutos de sufoco total sobre a baliza de Bracali, que tudo ia defendendo, culminando no primeiro golo. Um golo que só poderia ser marcado assim. Na "raça" com que Gilberto se atirou à recarga à defesa do guarda-redes do Boavista ao remate de cabeça de Gonçalo Ramos.
Pensou-se que o mais difícil estava feito, e que a partir dali seria um jogo igual a tantos outros, com os golos a surgirem naturalmente. Nada disso. Bastaram apenas três minutos para o jogo ficar empatado de novo. No primeiro ataque do Boavista, o primeiro remate ... e o golo.
Foi duro, o choque com a realidade. No golo toda a defesa pareceu adormecida, sem capacidade de reacção. Pior fora que os minutos que mediaram entre o golo de Gilberto e o do empate foram passados com o Boavista a ter a bola, e a trocá-la entre os seus jogadores, como nunca tinha conseguido fazer.
A equipa reagiu, mas não conseguia voltar ao ritmo dos 10 minutos anteriores. E a ansiedade começou a passear-se pela Luz. Mais ainda quando, catorze minutos depois, João Mário não conseguiu bater Bracali na conversão de um penálti que, à terceira, o VAR finalmente viu. Porque o árbitro Hélder Malheiro não estava para aí virado.
Com tanta oportunidade de golo desperdiçada, depois de sofrer um golo no único ataque, e remate do adversário, o desperdício do penálti era o cocktail perfeito para um jogo que só podia acabar mal. Na Luz já se viam dois pontos a voar ingloriamente.
Nem sempre as nuvens, por mais carregadas e negras, trazem a tempestade. O raio de sol chegaria a 8 minutos dos noventa, pela magia de Gonçalo Ramos. Num único metro quadrado da área axadrezada sentou o defesa que lhe saiu ao caminho, e desviou, com uma classe do outro mundo, a bola do alcance de Bracali.
Monumental. O golo, e o momento na Luz!
Depois, foi evitar que se repetisse o que acontecera a seguir ao primeiro golo. Continuar a mandar no jogo, sem cedências de qualquer espécie. Assim foi, e o jogo ainda deu para o terceiro golo, num extraordinário cruzamento de João Mário, para um excelente remate de cabeça, em voo, de Musa. O voo que, definitivamente, não levaria os dois pontos. E deu até, já mesmo no fim, para a única defesa de Vlachodimos, a evitar que uma bola desviada em Otamendi entrasse na baliza.
Foi sofrido, como certamente muitos outros ainda serão. A equipa não esteve sempre bem, como inevitavelmente voltará a acontecer. Mas quando, mesmo assim, a equipa constrói mais de uma dúzia de oportunidades claras de golo, nada se compara ao que se vê na concorrência.
Perante um Boavista praticamente inofensivo o Benfica foi ontem o seu pior adversário.
ResponderEliminarNuma primeira parte em que o futebol praticado foi paupérrimo, o Benfica conseguiu mesmo assim criar três excelentes oportunidades de golo, só que Rafa, aos 59 segundos e Gonçalo Ramos, aos 24 e 46 minutos, não conseguiram fazer aquilo que se impunha, introduzir a bola na baliza.
Esgotados os primeiros 45 minutos era por demais evidente que algo teria de mudar, e mudou, com a entrada de Neres, para o lugar de Florentino.
O jogo mudou de figura e o Benfica começou a fazer aquilo que até então não tinha feito, jogar á bola e logo no arranque da segunda parte, Aursnes remata de meia distancia, mas a bola sai ligeiramente ao lado.
Pouco depois, aos 52 minutos, é Neres, que isolado na cara de Bracalli, não consegue concretizar.
Até que aos 54 minutos, surge finalmente o tão ansiado golo, Gilberto, que é um tipo trapalhão, mas que tem na alma a chama imensa, surge oportuno a fazer a recarga a uma bola defendida por Bracalli, na sequencia de um cabeceamento de Rafa. Suspiro de alivio e a sensação de que o problema estaria resolvido, pura ilusão.
Decorridos apenas escassos 4 minutos, o Boavista na primeira vez que remata á baliza consegue marcar, Grimaldo e Otamendi estariam provavelmente a pensar na morte da bezerra e o ponta de lança boavisteiro Yusupha Njie não se fez de rogado e aproveitou, para num remate de primeira, ali junto á marca de penalty, bater Vlachodimos.
Estamos cansados de saber que o futebol tem destas coisas e só restava agora ao Benfica ir para cima do Boavista á procura do golo que assegurasse os preciosos 3 pontos. E foi, só que o desacerto na finalização e a exibição de Bracalli pareciam barreiras intransponíveis, o tempo começava a escassear e a ansiedade a aumentar.
Até que aos 69 minutos o VAR, desta vez viu, falta cometida sobre o Rafa no interior da área, e foi assinalada grande penalidade a favor do Benfica, só que João Mário, com um remate fraco e denunciado, permitiu a defesa a Bracalli.
E estava assim montada uma autentica farsa carnavalesca, o Benfica que tinha dado de barato os primeiros 45 minutos de jogo, dispunha agora de pouco mais de 20, para assegurar a vitória e os tão preciosos 3 pontos.
Mas foi preciso esperar até aos 82 minutos, quando na sequência de uma assistência de Gilberto, Gonçalo Ramos tirou da cartola um lance de génio, á verdadeiro ponta-de-lança, e desfez a igualdade, quando na Luz já se vivia um clima de Carnaval sombrio, repleto de fantasmas.
O Benfica ainda chegou ao terceiro golo, através de Musa, já ao cair do pano, dando ao resultado uma expressão mais consentânea com aquilo que foi a realidade do jogo.
Não pode, no entanto, deixar de ser motivo de reflexão o facto de o Benfica ter marcado 3 golos em 10 remates, enquanto que o Boavista, que rematou apenas 2 vezes á baliza do Benfica, ter feito um golo e ter obrigado Vlachodimos a uma defesa apertada para canto.
Foi assim como que uma noite de sofrimento auto-infligido, o Benfica fantasiou-se de mandrião e apresentou-se ao serviço com 45 minutos de atraso, mas é Carnaval e ninguém leva a mal, agora, que o pior já passou.
E Pluribus Unum !
sofrimento,mas foram bravos, os adeptos merecem.rumo 38 .. E PLURIBS UNUM...
ResponderEliminarSempre um bom complemento. E Pluribus Unum!
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