
O líder do Iniciativa Liberal, Rui Rocha, participou na manifestação organizada pelos donos de Alojamentos Locais. O do Chega, também. E o Carlos Moedas também.
Os dois primeiros, lideram partidos políticos. É normal que integrem manifestações com o objectivo de pressionar e de impressionar. E de defender os interesses que politicamente representam. E é normal que se afastem, e que fujam como o diabo da cruz, das que representam os interesses que não lhe interessam.
O terceiro é presidente da Câmara de Lisboa. Não é bem a mesma coisa. Até pode ser que Carlos Moedas ache que ser presidente da Câmara de Lisboa lhe garante que venha a liderar o seu partido. Mas, agora, é presidente da Câmara da capital do país. E por acaso também capital dos problemas da habitação.
Carlos Moedas fez o mesmo que os outros dois, sem que a sua condição lhe permita colocar-se nas mesmas condições dos outros. Não deveria ter participado na que participou. Mas, tendo-o feito, deveria participar na de hoje, pelo direito à habitação.
Mas não, também fugiu dela como diabo da cruz. E quando se lembrou que era presidente da Câmara de Lisboa, apressou-se a declarar que estava de alma e coração com os manifestantes.
Não acredita que o ridículo mata. E se calhar não mata mesmo. Se afinal matasse, Moedas já estaria (politicamente) morto há muito!
Estranho é que ninguém percebe que Carlos Moedas anda de mão dada com o Ventura e os liberais milionários... o autarca foi eleito por uma super coligação de mais de 500000 movimentos cívicos e 300 partidos políticos. Boa parte destes são liderados por deputados/membros do Chega e Iniciativa Liberal e possuidores de gigantescas capacidades financeiras.
ResponderEliminarCarlos Moedas tem mostrado que é mais membro do Chega que do PSD. Basta olhar para as inundações, onde mandou 200 assessores e mais de 40000 influencers, para o filmarem a cumprimentar pessoas e a anunciar "6000 milhões de euros para ajudar que sofreu danos e o governo não ajuda" (até hoje a câmara disponibilizou 265000 euros), seguiu-se o passar em Arroios, no mesmo dia de André Ventura, fazendo o famoso anúncio "Queremos é mais pessoas da Suiça que do Nepal" (até agora, o presidente não explicou onde há 340000 suíços que aceitem receber 30 euros, por dia, para passarem 12 horas a trabalhar, na agricultura) e esta ida em apoio a vários movimentos que o elegeram, pois uma das promessas eleitorais da lista de Carlos Moedas era "Aumentar 78% o número de alojamentos locais autorizados no concelho de Lisboa para modernizar a cidade." (que até tem cumprido, basta ver a zona de Alcântara, Graça e Marvila, onde 100% dos prédios reabilitados são para alojamento local, alguns que recebem a autorização, com a freguesia errada, porque naquela está proibida (caso da Avenida Almirante Reis, que liga Arroios à Graça, onde quem pede a autorização usa a Graça, mesmo que seja nos Anjos ou Arroios, recebe-a e corrige a morada, depois de um advogado a ter falsificado, permitindo a existência de prédios completos em AL quando nem 1 casa era permitida)).
Nada de estranho. Lembrem-se de Pedro Simas, líder de 87300 sindicatos de médicos/enfermeiros, que passava 10 horas diárias a participar em programas televisivos, ganhou 26 contratos, pela sua empresa de consultadoria e 1 em seu nome pessoal, com a autarquia, 3 dias depois da tomada de posse do novo executivo municipal, num valor acima de 2 milhões de euros. 3 meses depois, subiu a vereador, passando 3 meses a receber 96500 euros (mais IVA), mensalmente, até que alguém avisou o autarca que alguém se chibou à comunicação social e vá de chamar uns advogados para cancelar os contratos, de forma a dizer que "demos por isso e Pedro Simas resolveu a situação no dia em que tomou posse". Ninguém questiona os 423000 euros, que estão nas contas da autarquia para "serviços jurídicos urgentes", pagos a um escritório de advogados de um deputado do PSD e que foi eleito pela lista de Carlos Moedas, não tendo tomado posse, dando lugar a um não eleito.
O mesmo para 4 contratos da empresa municipal que gere a Carris e o Metropolitano, num valor de 320000 euros mensais, para "divulgação, marketing e comunicados de problemas nas redes de transportes públicos". Depois do fracasso que foram as inundações de Dezembro, em que as redes sociais da empresa era super activas, sem dar informações sobre os cancelamentos de carreiras ou estradas intransitáveis, a autarquia fez um 5 concurso para a mesma coisa, agora por 33000 euros mensais, que a mesma empresa venceu. Com as obras, a pouca informação que é disponibilizada é feita pela câmara, aos meios de comunicação social. Então para que se gastam 3,89 milhões de euros naqueles serviços se as empresas se limitam a gerir publicidade em redes sociais?
Se o ridículo matasse, já não havia direita em Portugal. São um cancro.
ResponderEliminarA pessoa pode sair e do Goldman Sachs, mas o Goldman Sachs não sai da pessoa.
ResponderEliminarHaverá alguma diferença entre direita e extrema-direita nos dias de hoje? Tudo merda.
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