sábado, 6 de maio de 2023

E faltam duas ...


Mais uma vez a Luz em festa, cheia, a empurrar a equipa para uma noite de gala, e para a vitória, decisiva na caminhada para o ansiado, e adiado, 38.


E a equipa respondeu, com uma exibição que, se não foi de luxo, também não andou lá muito longe, asfixiando por completo o Braga, durante a maior parte do jogo. A equipa do melhor futebol desta fase do campeonato, naquilo que é a opinião publicada, limitou-se a defender com tudo o que pôde ... e a parar o jogo, a tentar quebrar-lhe o ritmo. 


O Benfica entrou bem, de novo com Aursenes na lateral direita da defesa - Bah, que regressara mas para o banco, voltou a lesionar-se, e continua a ser baixa - e, desta vez, sem Florentino, com o regresso de Chiquinho à titularidade. Dominou por completo durante toda a primeira parte, com posse bola na ordem dos 80% mas, nos momentos decisivos, lá estava um pé, uma perna e até uma mão, dos jogadores do Braga a anular finalização das jogadas. Por isso, os remates tardaram. Mas apareceram.


E lá estava Luís Godinho, sempre pronto a inclinar o campo. Se os jogadores bracarenses cometiam falta, o árbitro usava um critérios largo, e mandava jogar. Logo a seguir, alterava o critério e assinalava faltas que nem precisavam de existir, se favorecessem o Braga. Coisa pouca, daquelas habilidades a que estamos habituados. Gritante foi mesmo um penálti por assinalar, por mão de um defesa bracarense. E outro, cometido pelo guarda-redes Matheus, sobre Gonçalo Ramos. Que se desequilibrou, mas não caiu, como fazem todos, mas ele não fez. E o amarelo a Otamendi - que o retira do próximo jogo, em Portimão -, numa bola dividida, em que foi ele a sofrer falta, na sequência imediata de mais "um critério largo", em que deixara passar uma falta clara sobre o Chiquinho.


Ainda assim o Benfica criou oportunidades suficientes para terminar a primeira parte com dois ou três golos de vantagem. O Braga, nenhuma, e nem um remate. Só defendeu, e Borja, Niakaté ou Tormena, especialmente o primeiro, ainda devem estar a agradecer aos deuses os cortes milagrosos com que evitaram os golos que o jogo ficou a dever ao líder do campeonato. A perdida de Gonçalo Ramos, já nos 5 minutos de compensação da primeira parte (pouco para as paragens que os jogadores do Braga forçaram) foi a última imagem de um jogo ingrato, que nada deu ao Benfica, que lhe deu tudo.


A segunda parte arrancou no mesmo registo de superioridade avassaladora benfiquista, e de desperdício. De novo com Gonçalo Ramos a transformar um "golo cantado", fabricado por Grimaldo, num remate ao poste. Pouco depois foi Neres - que grande exibição! - a estar perto de marcar. 


O treinador do Braga teve de começar a fazer substituições, retirando os mais cansados de tanto defenderem, e de tanto correrem atrás da bola. Já tinha trocado Borja por Sequeira, e chegara a altura de trocar Yuri Medeiros - que devia ter saída há muito, mas por expulsão, tantos foram os amarelos que Luís Godinho lhe perdoou - por Pizzi, ovacionado pelas bancadas, porque a Luz não esquece os seus, mesmo quando estão do outro lado.


Não é apenas pelo bonito gesto dos aplausos que trago aqui esse minuto 66. É que, logo a seguir, o Benfica marcou. Não conseguira marcar na mais de uma hora de ataque continuado, marcaria em contra-ataque, dando uso ao veneno que o adversário aguardava por utilizar. O passe é soberbo, de Neres. O resto foi a velocidade e a classe de Rafa, regressado ao seu nível, como vinha prometendo nos últimos jogos.


A Luz explodia em festa!


Dez minutos depois, logo a seguir à entrada de Musa para substituir o infeliz Gonçalo Ramos, de novo em transição rápida, Rafa, isolado, fez o chapéu a Matheus, quando tinha Neres em condições de concluir com menor risco. Saiu um tudo nada mais alto, e perdeu-se o 2-0.


A perder apenas por um golo, e tendo escapado à goleada (o que não tinham conseguido, por duas vezes, contra o  Sporting em Alvalade, quando tentaram discutir os jogos, e "levaram" cinco, consentindo menos oportunidades que as criadas pelo Benfica neste jogo) o Braga arriscou finalmente alguma coisa. Esgotou as substituições para jogar com dois pontas de lança, juntando Banza a Ruiz. Mas apenas Bruma conseguia, uma ou outra vez, criar alguma instabilidade. Numa delas, aos 85 minutos, poderia ter marcado se o cruzamento tivesse dado a Banza a oportunidade de cabecear a preceito. Foi a única real oportunidade de golo do Braga em todo o jogo!


Neres já tinha saído, para a ovação merecida. E para Schemidt responder, com Gonçalo Guedes, ao balanceamento final do Braga. E Florentino ainda entrou, já em cima dos 90 minutos, para substituir João Mário, acabado, também ele, de ser amarelado.


Luís Godinho, desta vez, deu 8 minutos de tempo extra. Esgotaram-se com pouco jogo, e não foi por "manha" dos da casa. Foi porque os jogadores do Braga os passaram a fazer faltas para cortar as saídas do Benfica para o contra-golpe. Acabaram por ser 13, porque os de Braga, do presidente ao banco, seguem o menu do Porto. E, a perder, no menu tem de haver sarrabulho. 


Foi um grande jogo do Benfica, decididamente de regresso às boas exibições que são o padrão desta época. Todos os jogadores estiveram em bom nível, sem elos mais fracos, nem mesmo Ramos, a quem as coisas continuam a não correr pelo melhor. Neres, e Rafa, já foram referidos. Falta referir João Neves, que fez um "jogão". Com apenas 18 anos, é o grande reforço para esta ponta final do campeonato.


No Braga, há dois jogadores a referir. Bruma, porque foi o único com um desempenho assinalável. E Ricardo Horta, porque confirmou que não poderá nunca voltar a ser jogador do Benfica. Não foi a primeira vez. E é, por isso, uma confirmação. Sempre que joga contra o Benfica comporta-se como os Taremis e os Octávios desta vida. Hoje simulou um penálti, com o descaramento do Taremi. Noutras vezes junta-lhe simulações de faltas, e até de agressões, com o descaramento do Octávio.


 

7 comentários:

  1. Os heróis improváveis são aqueles que surgem quando menos se espera. É este o caso do jovem John Snow, um pequeno gigante, numa altura em que a guerra dos tronos está ao rubro. Foi uma pena o Rafa ter pensado que em dia de coroação a cartola era obrigatória, não era, bastava ter repetido aquilo que tinha feito 10 minutos antes, ou então endereçar a bola ao Neres, que se encontrava numa situação privilegiada para concretizar.
    Mas há neste Benfica por vezes inconstante, duas constantes, a liderança do campeonato, desde o seu inicio e a relação atribulada que mantém com as balizas adversárias.
    Quanto ao Braga, aliado privilegiado do rei (do calor) da noite, vinha para ser a nossa besta negra, mas durante os 108 minutos de jogo nem um remate enquadrado conseguiu fazer.
    Agora é ir para Portoirmão com tudo, para depois ir ganhar a Alvalade, quem vence o 3º classificado da liga, também pode vencer o 4º.
    E Pluribus Unum !

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  2. voce e um grande benfiquista sr louro. deixou os adeptos ficaram la fora do estadio ao frio
    CARREGA BENFICA...

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  3. Qual é a posição na classificação do Chaves ?

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  4. O Benfica perdeu apenas 3 jogos para o campeonato.Perdeu em Braga, bem, num jogo em que o Braga foi superior.Perdeu em casa com o FCP, bem, num jogo em que o FCP foi superior.Perdeu em Chaves, mal, porque o árbitro/VAR, transformaram uma grande penalidade a favor do Benfica, numa falta a favor do Chaves ,da qual resulta o único golo da partida.

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