
Não terminou, termima amanhã, mas decidiu-se o Giro. Na 20ª etapa, o extraordinário contra-relógio, o pódio anunciado, confirmou-se. Mas com reviravolta, e espectáculo.
João Almeida foi o primeiro dos do pódio a terminar o contra-relógio, e o primeiro a estabelecer então o melhor tempo. Um contra-relógio único, dividido entre uma primeira parte plana, e uma segunda de alta pendência, com 11% de média, mas muitos quilómetros acima dos 17%. E com mudança de bicicleta, a fazer lembrar as mudanças de pneus da fórmula 1. Aí, Roglic fez de Red Bull, e Thomas de Ferrari. Ou Mercedes. Pensou-se que Thomas - nas calmas, também mudou ainda de capacete - tivesse aí perdido o Giro.
Mas Roglic, praticamente a correr em casa - o contra-relógio decorreu na fronteira com a Eslovénia - que tinha estado sempre melhor, mais ou menos a meio da subida, viu a corrente saltar e teve de mudar de bicicleta. Teria então perdido a oportunidade de ganhar a corrida. Mas não. E ganhou o contra-relógio, e o Giro.
Os três primeiros foram, de longe, os melhores. E ficaram separados por segundos. João Almeida foi brilhante, a 2 segundos de Thomas, e a 40 de Roglic, no seu primeiro pódio numa das três grandes competições do ciclismo mundial. E é o mais novo, no seu último ano de "jovem", cuja classificação naturalmente ganhou, a garantir novos e grandes êxitos.
É tão marcante ser português neste desporto.
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