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No segundo e último jogo do Torneio do Algarve - que se iniciou com o minuto de silêncio pela morte de Jacinto, talvez o mais esquecido daquela fantástica equipa dos anos 60 do século passado -, e quarto de preparação para a nova época, com o Celta, de Vigo e agora de Rafa Benitez, que sucedeu a Carlos Carvalhal, Roger Schemidt optou por alterar o que vinha sendo a lógica de constituição dos onzes nos jogos anteriores.
Nesses tinha apresentado na primeira parte uma equipa com os que aqui chamei jogadores prioritários e, na segunda, outra com os outros ... que contam. Ontem, no segundo jogo em dois dias, também mudou a equipa por completo ao intervalo, mas já uma e outra foram mistos das opções anteriores.
Na primeira parte, Samuel Soares foi o guarda-redes. Na segunda, Vlachodimos. Os laterais foram os prioritários, Bah e Jurásek, com João Vítor (de novo a deixar boa impressão e uma inovação táctica na transição defensiva) e Ristic na segunda parte. As duplas de centrais foram nova, com Tomás Araújo e Morato, ficando Lucas Veríssimo e António Silva, com a novidade de o miúdo jogar na esquerda, para a segunda parte. No meio campo a mistura foi completa, com João Neves, Aursenes, Chiquinho e João Mário e, na frente, Rafa e Gonçalo Ramos, na primeira parte. E, na segunda, com Florentino, Kokçu, Neres e Di Maria, no meio campo, e Musa e Tengstedt na frente.
O adversário constituiu um bom teste. Rafa Benitez nunca consegue apresentar um futebol entusiasmante, nem mesmo quando dispõe de grandes equipas (e daí o seu no Real Madrid), mas é um autêntico mestre a montar as suas equipas. É a partir daí que tem atingido o sucesso, e isso é mais valia clara em equipas da classe média.
O Celta que, teoricamente, na Liga Portuguesa estaria pelo nível do Braga, e na disputa de lugares entre o terceiro e o quinto da classificação, confirmou isso. E foi, como dizia, um bom teste, num jogo muito disputado e com poucos espaços.
O Benfica foi sempre melhor, e nunca permitiu ao adversário oportunidades, nem grandes nem pequenas, de ameaça. Mas, na verdade, na primeira parte não construiu mais que uma oportunidade para marcar, num cruzamento de Bah que Gonçalo Ramos não conseguiu desviar para a baliza, aos 27 minutos. Dominou, foi melhor, mas a estratégia de Benitez foi sempre suficiente para anular as melhores intenções dos encarnados, e em especial de Rafa e Gonçalo Ramos.
Na segunda parte foi diferente, mesmo que, nos minutos iniciais, a exemplo do que sucedera na primeira, o Celta tenha entrado a pressionar ainda mais o portador da bola, e a fase de construção do Benfica. Com Di Maria a continuar a brilhar, num reportório inesgotável, a equipa foi tomando conta do jogo e somando oportunidades de golo.
Umas quatro ou cinco, ainda antes do remate de Lucas Veríssimo à trave, já á entrada dos últimos 10 minutos. O primeiro golo surgiria apenas já em cima do minuto 90, num penálti cobrado (com a habitual classe) por Di Maria, a penalizar uma falta sobre Tengstedt, três minutos antes, que o árbitro tinha deixado passar (até nisso, no por(maior) da arbitragem, foi um bom teste), mas o VAR não.
E o segundo logo na reposição de bola em jogo, com Musa a intrometer-se, a ganhar a bola, a correr para a baliza, a suportar a carga do adversário (teria sido - ou não! - novo penálti se se tem deixado cair) e a concluir com classe. Tudo perfeito!
Até a expressão dada ao resultado, assim bem mais próxima do que se passara no campo!
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