terça-feira, 24 de outubro de 2023

Como tudo era diferente há um ano...


O Benfica fechou a primeira volta da fase de grupos da Champions esta noite na Luz, com os espanhóis da Real Sociedad. Nem tão cheia como se dizia, nem tão cheia, nem vibrante como é habitual.


Que não havia realmente muitos motivos para grandes entusiasmos provou-o o jogo praticamente desde o apito inicial. Quando, há boa maneira portuguesa, depois do desastre na primeira jornada com o Salzburgo, e daquela segunda parte em Milão, alguns diziam que a chave do apuramento estava na dupla jornada com a equipa basca, e na possibilidade de aí somar os 6 pontos em discussão, entrava-se no domínio do sonho.


Quem minimamente acompanhe, e aprecie, o futebol percebia que esta Real Sociedade é a melhor equipa do grupo. A que tem melhor qualidade de jogo, a que joga mais e melhor, a que tem mais automatismos instalados na equipa e, a par da do Inter, a que melhor sabe controlar os ritmos do jogo. E percebia que os seis pontos não estavam ao alcance deste Benfica, desta época.


O que a equipa basca mostrou esta noite na Luz não surpreendeu ninguém. A surpresa é que tenha surpreendido  os jogadores e a equipa técnica do Benfica. A não ser que Roger Schemidt não tenha sido surpreendido, mas apenas incompetente.


O Benfica do ano passado tinha condições para discutir o jogo de igual para igual com este adversário. Este, não!


Quando uma equipa não tem argumentos para discutir o jogo com a adversário na mesma toada de resposta, tem de encontrar uma estratégica para contrariar essa inferioridade. Para isso, primeiro, tem de haver a humildade de a reconhecer. Depois, tem de encontrar outros argumentos que anulem, ou compensem, aquilo em que o adversário é melhor. Chama-se "organização". Às vezes, e nem sequer é assim tão raro, com uma boa organização, que contrarie os pontos fortes do adversário, acaba até por ser melhor quem não é o melhor.


A ideia que ficamos deste jogo é que, em vez de procurar contrariar aquilo em que o adversário era melhor, Roger Schemidt preferiu simplesmente ignorar que o adversário era melhor. Chama-se a isto enfiar a cabeça na areia. E começa a ser demasiado frequente não ver a cabeça de Schemidt. 


O resultado não poderia ser outro que não o "banho de bola" da Real Sociedade. E o Benfica não poderia ser outra coisa que não uma equipa desorganizada, com os jogadores perdidos em campo a correrem atrás da bola.


Apenas episodicamente assim não aconteceu. Mas foram simples e momentãneos episódios, nunca uma estratégia de abordagem ao jogo. O mais duradouro foi naqueles cerca de 10 minutos, depois dos 5 iniciais, em que o Benfica marcou um golo - anulado por fora de jogo milimétrico de Rafa no arranque da jogada - e construiu uma única oportunidade, que Musa não soube aproveitar, com um remate por alto. Os outros - poucos - aconteceram pelo inconformismo, pela vitalidade - e diria até pelo benfiquismo - de Tiago Gouveia, que entrou a 20 minutos do fim, a substituir Neres.


Três jogos, três derrotas. Zero pontos e nem um golo marcado. Tudo isso com dois jogos em casa, e apenas um fora. Os oitavos da Champions nem miragem já são. E, muito provavelmente, nem para o play-off de acesso à Liga Europa já vai dar. 


Como tudo era diferente há um ano. Sim, há um ano havia Enzo, Grimaldo e Gonçalo Ramos. Mas explica tudo?


Não. Há certamente outras explicações. 


 


 


 


 

13 comentários:

  1. Gostei da Real Sociedad, fez-me lembrar o Benfica da época passada.
    E Pluribus Unum!

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  2. Convém que não venham dizer que o campeonato português é o principal objetivo, pela simples razão que um Benfica campeão cá por casa é de uma banalidade linear e corrente.

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  3. Este ano nem à Liga Europa vão. Resta focarem-se na Primeira Liga, pois este ano até já ganharam ao Porto duas vezes.

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  4. ATÉ É BOM. Porque com esta equipa e estes jogadores o Benfica só ia fazer má-figura na Champions. Assim talvez ainda consigam ganhar a Liga. O que duvido. O Rui Costa desbaratou 100 Milhões, por julgar que percebe de futebol a nível da gestão de contratações, e na formação de um plantel. O Rui Costa fez o mesmo quando chegou a Benfica, foi o responsável pela perda do «penta». É uma figura decorativa, que os anti- Vieira puseram lá para poderem mandar. O Rui Costa não tem preparação nem capacidade para ser Presidente do Benfica. Porque, ao insucesso desportivo junta o insucesso económico.

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  5. Há certamente outras explicações,mas uma das principais(senão a principal) é o erro de casting,em geral, na escolha de novos jogadores.

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  6. Também a mim. Até tive em mente escrever isso mesmo, mas depois, pelo adiantado da hora, passou-me.
    E Pluribus Unum!

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  7. Pode dizer-se, e até será. Mas não apaga nada ...

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  8. E no aproveitamento dos novos e dos velhos...

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  9. Não terá sido o responsável pela perda do penta. Nem isso aconteceu à sua chegada. Mas que não está a correr bem, não está!

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  10. Mas o Rui Costa não era o “diretor desportivo” e “responsável pelo futebol do Benfica” em 2017/18? Recebia ordenado do Benfica para fazer esse trabalho, e não é o responsável? É pena as eleições demorarem tanto. O que era preciso, eram eleições já, para correr com o Rui Costa e esta Direção. Hoje, já era tarde.

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  11. O que era diferente há 1 ano?
    1 – Com «L.F.Vieira» havia um “PROJECTO”. Com «Rui Costa & Direção», desapareceu o “Projecto”. Tudo foi reduzido à efemeridade hedonista do (passo a citar) “ganhar, ganhar”. Um “Príncipe Herdeiro”, apenas herda.
    2 – Quando desaparece esse entusiasmo, provocado pelo «fazer advir», por «construir o novo e a transformação», morre grande parte do ânimo e do impulso humano vital. A perda dessa energia contagia todo o contexto onde se trabalha. Passa a haver uma “má-energia”. Os jogadores sentiram este homicídio. O «Rui Costa & Direção» foram responsáveis por essa perda. Assassinaram o factor que dá sentido à Vida, e que Luis de Camões, em 1572, no Canto I de “Os Lusíadas”, mencionou: “… em perigos e guerras esforçados, mais do que prometia a força humana”. Foi este factor que se perdeu de há 1 ano para cá. Desapareceu a motivação.
    3 – O “PROJETO” é uma necessidade vital. É uma oportunidade de obter uma mais-valia em relação aos competidores. É uma aposta existencial. É um constructo pragmático, feito de fazeres-técnicos competentes e especializados (em gestão, financeiros, económicos, jurídicos, ciência, tecnologia, logística, etc.).
    4 – É esta falta de “PROJETO”, que todos (adeptos, sócios, técnicos, jogadores, funcionários, colaboradores, etc.) sentem no atual Benfica.
    5 – Foi esta lacuna vital, que se acentuou de há 1 ano para cá. Razão pela qual, preconizo “eleições” o mais depressa possível.

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  12. penso que o treinador do Benfica esta com problemas ..mais um prego para o caixao

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  13. Outra coisa diferente de há 1 ano (e que mostra bem a índole deste «Benfica de Rui Costa & Direção») é o MURAL inaugurado hoje.
    1 – O Rui Costa anda a dividir o Benfica em proveito próprio, e dos amigos. Pôr só 20 jogadores de futebol no MURAL é provocar conflito e desestabilização. É um atentado contra o espírito e a alma benfiquista (E Pluribus Unum). Se calhar o Rui Costa nem em 20 tinha lugar. O Rui Costa serve-se do Benfica para se auto-promover.
    2 – E ESTES? Que, valem o mesmo ou mais na História do Benfica. Cosme Damião, Pedro Augusto Franco, José Rosa Rodrigues, Luís Carlos de Faria Leal, Januário Barreto, João José Pires, Alfredo Alexandre Luís da Silva, António Nunes de Almeida Guimarães, José Eduardo Moreira Sales, Alberto Lima, José Antunes dos Santos Júnior, Félix Bermudes, Nuno Freire Themudo, Bento Mântua, Manuel da Conceição Afonso, Vasco Rosa Ribeiro, Júlio Ribeiro da Costa, Augusto da Fonseca Júnior, João Tamagnini Barbosa, Joaquim Ferreira Bogalho, Maurício Vieira de Brito, António Fezas Vital, Adolfo Vieira de Brito, Duarte Borges Coutinho, Luís Filipe Vieira, Manuel Gourlade, António Ribeiro dos Reis, Vítor Cândido Gonçalves, Fernando Caiado, Otto Glória, Béla Guttmann, Ted Smith, János Biri, Lippo Hertzka, Arthur John, Fernando Caiado, Fernando Cabrita, Mário Wilson, Jimmy Hagan, John Mortimore, Lajos Baroti, Sven-Göran Eriksson. Mas há mais.
    3 – E ESTES? Que foram campeões europeus. José Bastos, Joaquim Fernandes, Félix, Jacinto Marques, José da Costa, Rosário, Rogério, Francisco Moreira, Corona, Julinho, Arsênio, Costa Pereira, José Bastos, Ângelo, Artur Santos, Germano, Mário João, Cavém. Coluna, Cruz, Humberto Fernandes, Eusébio, José Águas, José Augusto, José Torres, Simões, José Henrique, Chalana, Vítor Baptista, João Alves? Mas há mais.
    4 – E ESTES? Que valem o mesmo ou mais na História do Benfica. José Maria Nicolau, Guilherme Espírito Santo, Livramento, Manuel Dias, António Leitão, Alexandre Yocochi, Vanessa Fernandes, Ricardinho, Fernando Pimenta, João Ribeiro, Messias Baptista, Diogo Ribeiro, Miguel Nascimento, Telma Monteiro. Mas há mais.
    5 – O Estádio do Campo Terras do Desembargador, o Estádio do Campo da Feiteira, o Estádio do Campo de Sete Rios, o Estádio do Campo do Benfica, o Estádio do Campo das Amoreiras, o Estádio do Campo Grande, o Estádio da Luz, e o Atual Estádio ... São os Estádios do Benfica. Todos iguais em importância e valor na História do Benfica. Só os discrimina, quem não tem o espírito e a alma do «Benfica de Cosme Damião». E se quer autopromover, como o Rui Costa e os seus apaniguados .. O Benfica é E PLURIBUS UNUM.

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