
A União Europeia, o antigo "gigante económico e anão político", vem encolhendo a passos largos na última década. De "gigante económico", passou a um ser da estatura média. E, de anão político, passou a microscópico. E a velha, poderosa e grande Europa passou a irrelevante no actual xadrez mundial, como se viu na Ucrânia, e se vê no Médio Oriente.
Tão irrelevante que não dá sequer para se lhe ver o ridículo do paradoxo que são as posições políticas das suas duas mais importantes lideranças - a Presidente da Comissão Europeia, Von der Leyen, e o Alto Representante para os Negócios Estrangeiros e a Política de Segurança, a que antes se chamava Sr PESC, Josep Borrel - relativamente ao que está a acontecer em Israel e na Palestina.
A Srª Van der Leyen apressou-se a correr para Israel, sem nada que se visse que não a subserviência em forma de espiral irrelevância. O Sr Josep Borrel lembra que a Europa defende há 30 anos a solução de dois Estados, e que o “conflito obriga-nos a comprometermo-nos politicamente com a solução, para a tornar real”. Que a UE passou 30 anos “a dizer que esta é a solução, mas a fazer muito pouco ou nada” para a alcançar. E que os territórios ocupados por Israel “estão, de acordo com o direito internacional, tão ocupados como os territórios ucranianos invadidos pela Rússia”. Que o território ocupado por Israel “se multiplicou por quatro” enquanto o palestiniano “tem vindo a encolher e a dividir-se em áreas desconexas”.
A irrelevância é tanta que ainda ninguém se irritou com o irrelevante responsável pela política externa europeia. Depois de, por muito menos, Cosgrave ter sido atirado pela janela e afundado a Web Summit. E de Guterres ter sido enterrado vivo nos destroços da ONU.
E entretanto, à porta da fronteira sul/sudoeste.
ResponderEliminarRecrutador de jihadistas em Melilla
http://quiosque.cofina.pt/article/282926685085938
1 – A força da “Europa” era a sua diversidade. Era, de, quem estava fora dela, não saber onde ela estava e quem nela mandava. De ninguém saber, ao certo, onde começava e acabava.
ResponderEliminar2 – Essa indeterminação era a sua maior vantagem.
3 – Porém, quando a quiseram federar, unificar, normalizar e formalizar em “União Europeia”, a partir desse momento, todo o seu Poder se começou a desmoronar.
4 – Ninguém nos perguntou, a nós “europeus”, numa consulta democrática baseada no voto, qual era a nossa opinião sobre essas guerras e conflitos. Os ditos “representantes da Europa”, sem nos consultar sobre o assunto, decidiram a seu bel-arbítrio.
5 – Antes desse malfadado “Tratado Unionista UE”, muitos outros já o tinham tentado (Carlos Magno, Júlio César, Napoleão, Hitler, e muitos mais).
6 – Portugal, pelas mãos dos partidos políticos após o «25 de Abril de 1974», foi a correr para o regaço desse “Unionismo”. Perpetrado por aqueles que sempre quiseram dominar a Europa, em proveito próprio.
7 – Os representantes desses partidos políticos portugueses rejubilaram, naquela faustosa cerimónia nos Jerónimos, em 1980.
8 – Todos os Unionistas (URSS, USS, UE, etc.) são Federalistas. Têm esse desígnio colonialista e esclavagista. Prometem a idiossincrasia e a autonomia aos submetidos como uma esmola, que estes ainda lhes devem agradecer.
9 - Ninguém entende porque, para cooperar e trocar em igualdade genuinamente mútua e proporcional, se é obrigado a assinar um Tratado. No qual uns têm o poder de ditar as leis sobre os outros (e decidirem sobre a sua defesa, fronteiras, economia, leis, orçamentos, etc.).
10 – Os “Unionismos” são a causa da decadência e das guerras.
11 – Para quê? Substituir o «Local» pelo «Global», a troco de «30 dinheiros»?
12 – Para quê? Estragar a singularidade, a autonomia e a soberania, trocando-as pela «Uniformidade»?
13 – Quanto vale a idiossincrasia e a liberdade de ser diferente e diverso (aliás, tal como a Natureza nos ensina)?
14 – Com a perda da soberania dos Países europeus, por efeito da "União Europeia", há muitas identidades culturais na Europa que desejam voltar a transformarem-se em Nações Independentes.
15 – Aconteceu a mesma fragmentação com a decadência do Império Romano. E com todos os Impérios que perdem o poder.