segunda-feira, 9 de outubro de 2023

Não querer saber (da) História

Entenda a guerra em Israel, que começou com o maior ataque do Hamas e tem  contraofensiva intensa na Faixa de Gaza


O dia 7 de Outubro de 2023 constituir-se-á certamente como uma data Histórica. Na História "já escrita" do século XXI só terá paralelo no 11 de Setembro, de 2001.


ataque do Hamas a Israel, numa das datas mais importantes para Israel - dia do 50º aniversário da guerra do Yom Kippur, dia do Shabbat e do feriado religioso mais importante do país - o maior, e mais mortal, de sempre por parte dos palestinianos, surpreendeu o mundo. Mas na realidade não tem muito de surpreendente.


Bem mais surpreendente que o ataque - "um ataque terrorista comandado e planeado como uma operação militar", como bem o descreve a Clara Ferreira Alves, no Expresso - é que os hiper-qualificados e insuperáveis serviços secretos israelitas tenham sido apanhados de surpresa. Isso, sim, é verdadeiramente surpreendente. E, já agora, isso sim, é que pode verdadeiramente correr mal a Netanyahu.


Tudo o resto, incluindo a dimensão da brutalidade terrorista que vimos nas imagens que correm mundo - e, também já agora, que não devem ser muito diferentes das que não vimos no passado, nem veremos, da parte de Israel - era, não só previsível, como o desfecho lógico do que Netanyahu vem fazendo há muitos anos.


O Hamas é uma criação de Netanyahu. É o "monstro" - como diz o Daniel Oliveira - que criou para acabar com as forças palestinianas moderadas e empenhadas durante décadas na negociação da paz e da convivência entre israelitas e palestinianos. Para minar por dentro a nação palestina, e acabar de vez com a sua aspiração ao legítimo direito a ter um Estado.


Primeiro, Netanyahu criou o Hamas. Depois avançou pelo território palestino dentro, até confinar mais de dois  milhões de pessoas numa pequena e isolada faixa de com pouco mais de 300 quilómetros quadrados, fechada a arame farpado e electrificado, entregue aos terroristas do Hamas e do Hezbollah  que formou e financiou a partir do Líbano.


Não é a primeira vez que acontece na História. Nem será a última. O "monstro" talibã instalado no Afeganistão é apenas um dos últimos exemplos... 


Mas o mundo está entregue a quem não quer saber nada de História!


 

1 comentário:

  1. Estavas de mini saia e com um enorme decote, azar...

    José Marques

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