quinta-feira, 11 de janeiro de 2024

Abracemos Eriksson

O legado de Eriksson no Benfica


Sven-Göran Eriksson faz parte da História do Benfica. Chegou, em 1982, ainda jovem, com um surpreendente título europeu no currículo - ao serviço do desconhecido IFK Goteborg, onde ganhou tudo o que havia para ganhar na sua Suécia natal - para revolucionar o futebol em Portugal. Saiu dois anos depois, com o pleno de dois campeonatos - um bicampeonato que o Benfica já não conseguia desde 1975/76 -, uma Taça de Portugal e uma final europeia (Taça UEFA), que o Benfica já não atingia desde os tempos áureos de Eusébio e Cª. 


Regressou cinco anos depois, em 1989 para, três anos depois, regressar a Itália e partir para o mundo. Depois de conquistar mais um campeonato, e da última presença do Benfica na final da Taça dos Campeões Europeus, perdida (por 0-1) para o então "dream team" do Milan. 


Mas não é apenas por tudo o que ganhou. Nem pelo revolucionou o futebol em Portugal. Nem pela simplicidade, nem pelo cavalheirismo e pelo desportivismo, num futebol que não sabe o que isso é (recordemos as "estórias" das Antas, do guarda Abel, da creolina nos balneários). É por tudo isso, e porque é, e será sempre, um dos nossos que, neste dia em que anunciou que lhe restam poucos meses de vida, nós, benfiquistas estamos obrigados a envolvê-lo num gigantesco abraço de carinho, conforto e gratidão. 


Se não for já possível dá-lo no sítio certo, temos de lho fazer chegar de todas as formas possíveis. O meu, por mais simples e insignificante que seja, fica aqui. Já. Mas ainda à espera que tudo seja feito para que seja possível dar-lho anonimamente, no meio da imensidão de braços abertos para o receber no Estádio da Luz, a dizer-lhe que é, e será sempre, um de nós!


 

11 comentários:

  1. Excelente texto! Excepção feita à referência às Antas, era desnecessária...

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  2. Boa tarde.
    Aqui está Um GRANDE SENHOR do Futebol!!!
    Um Bem haja!!!

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  3. Grande texto. Parabéns.
    E lembrar o guarda Abel também é importante, ou já se esqueceram desses tempos?

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  4. Talvez não. A referência às Antas não é feita no sentido de chover mais no molhado. Esses tempos e essas ocorrências estão mais referenciadas, embora nunca seja demais lembrar que aconteceram ambos, esses tempos - prolongados por outros tempos -; e esses factos -prolongados por outras ocorrências. É feita no sentido de realçar as condições de dificuldade dos êxitos desportivos de Eriksson e, em simultâneo, da sua grandeza pessoal ao nunca se esconder atrás de tais dificuldades, nem nunca ter feito delas oportunidade para alimentar a escalada da "guerra". Quase tão velha como a de Israel e Palestina. E nem sempre menos violenta.

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  5. Sem dúvida - "Um GRANDE SENHOR do Futebol". Onde há tão poucos!

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  6. Como respondi ao primeiro comentário, do "Xana" - que entende, e é uma opinião a que tem direito, desnecessária a referência a esses tempos - esses, e outros depois - existiram e não podem ser branqueados. Como o "apito dourado" existiu, e temos de dizer sempre que existiu. Mas, como igualmente referi na resposta a esse comentário (também elogioso, que também agradeço), esses tempos engrandecem ainda mais este grande senhor do futebol que engrandeceu a grandeza do nosso Benfica.

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  7. Realmente a referência às Antas era desnecessária !
    Principalmente quando nos lembramos das provocações ao Hulk no túnel da Luz, de desligarem a luz e ligarem a rega durante os festejos do FCP , após se sagrarem campeões no estádio da Luz, ou ainda do hoquista do FCP que foi agredido dentro do autocarro do FCP e teve um traumatismo craniano. Sem dúvida que a noção de desportivismo do Erickson, não foi partilhada ou seguida pelas hostes benfiquistas, público ou dirigentes !

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  8. Sou a favor da elevação da figura do guarda Abel a património (i)material do nosso futebol. Não só por aquilo que representou nos famigerados anos 90 mas tambem pelo que ainda representa embora a outros níveis. Se o futebol português é a farsa que se vê todos os fins de semana nos relvados nos dias de hoje, muito deve aos "guardas Abéis" que parasitam no sistema. Pode-se considerar hoje o guarda Abel como um dos primeiros fósseis descobertos do processo corruptivo que os Andrades implementaram há largas décadas

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  9. Maria Edite Correia Mendes de Sousa15 de janeiro de 2024 às 00:41

    Eu não sou Benfiquista mas o meu abraço também fica aqui muita força para ele e família

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  10. As provocações ao Hulk no túnel da Luz bem podiam ser as provocações do Hulk & Cª no túnel da Luz. Desligar a luz e ligar a rega, não foi bonito, mas é "brincadeira de crianças" quando comparado com o que referi relativo aos tempos a que me reportava. A agressão ao hoquista dentro do autocarro foi um acto horroroso de adeptos, não tem o carácter institucional do que referi. E, é verdade, "a noção de desportivismo do Ericksson" nem sempre foi foi seguida por todos os benfiquistas.
    Pretender com esses argumentos "tapar o sol com a peneira" é só isso.

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  11. Era só isso que pretendia, Edite. Obrigado por ter entendido o "abracemos Eriksson".

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