
"Morreram todos" - foi com esta expressão, que se tornou viral, que o José Rodrigues dos Santos abriu um telejornal, aqui há tempos, referindo-se àquela malograda experiência do submersível Titan. Não sei se será ele a abrir o de hoje mas, se o for, bem poderia repeti-la mudando apenas o tempo do verbo.
Morrem todos!
Com Putin, é assim. Morrem todos os que se lhe oponham. Morrem todos, e em todas as circunstâncias. Caem de uma janela, ou de um avião. Comem ou bebem o que não devem. Morrem até na prisão, onde a única perurbação que lhe podem causar é ... estarem vivos.
A Navalny aconteceu tudo isso, menos cair de uma janela. Aconteceu-lhe de tudo em aviões, mas nenhum caiu. No último em que viajou, o voo foi desviado para ser preso pela última vez. Hoje foi conhecida a notícia que morreu na prisão.
Não tenho a certeza que Navalny fosse exactamente dos bons, nem isso agora importa. Mas era o rosto internacional da oposição a Putin. Tenho a certeza que Prigozhin não era melhor que Putin, mas bastou enfrentá-lo para ter idêntico destino.
Morrem todos porque Putin tem medo. Mata-os por medo de estarem vivos. Não faltará muito para que tenha também medo dos mortos!
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