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Ainda não foi desta que o Benfica teve um jogo tranquilo em Vizela, nem de lá sair com um resultado confortável.
O início do jogo prometia outra história para este jogo dos quartos de final da Taça, mas essas promessas acabaram por não ser cumpridas. Entrando muito bem no jogo, encostando o Vizela à sua área, o Benfica cedo começou a criar sucessivas oportunidades para marcar. Quatro, logo nos primeiros dez minutos, a que se juntou um penálti por assinalar por falta claríssima (para todos, menos para os senhores da Sport TV, como é costume) do guarda-redes do Vizela sobre Rafa.
Por falar nisso, ficou ainda outro por assinalar, mais tarde, sobre Arthur Cabral. E não é apenas por isso que a arbitragem foi apenas mais do mesmo...
Esgotado o primeiro quarto de hora o Benfica abandonou esse domínio avassalador contínuo. É certo que voltou a ter períodos em que mandou absolutamente no jogo, mas nunca mais com a consistência, e a continuidade, do primeiro quarto de hora. No segundo quarto de hora o Vizela não equilibrou o jogo, mas libertou-se da subjugação a que tinha estado sujeito e, à entrada do terceiro, o Benfica finalmente marcou. Em transição, como é costume. E, como é costume, por obra de Rafa, mesmo que tenha sido Arthur Cabral a marcar.
O golo trouxe de volta o Benfica dominador, mas também de volta o desperdício. E o 1-0 ao intervalo era muito curto para expressar o que tinha sido a primeira parte. E mais ainda para o que é a História destes jogos em Vizela, onde o Benfica sempre ganhou - é certo - mas sempre com fases de jogo, em especial nas partes finais, complicadas e resultados apertados.
O Benfica regressou do intervalo com o mesmo onze, que rompera com as novidades do último jogo, com os regressos de Aursenes à direita, e de Kokçu e João Mário, mas acrescentava a estreia de Alvaro Carreras a titular. E a qualidade do seu jogo começou a baixar, não atingindo mais o nível da primeira parte.
Ainda assim continuou com o jogo totalmente controlado, e chegou até ao segundo golo perto do meio da segunda parte. Desta vez em ataque continuado, com João Mário a marcar, corrigindo a tentativa falhada de Arthur Cabral responder ao cruzamento de Aursenes.
Era o golo da tranquilidade, que acabaria com os habituais sobressaltos de Vizela. Mas não foi, porque, apenas três minutos depois, com um golo que não caiu do céu mas de uma carambola, daquelas que acontecem sempre que alguma coisa pode correr mal. E lá voltou a História a repetir-se.
Não que o Vizela tenha criado qualquer oportunidade para chegar ao empate. Nada disso, as oportunidades que aconteceram voltaram a pertencer ao Benfica, e o guarda-redes que foi chamado a evitar golos voltou a ser o do Vizela. Mas que se voltou ao desconforto de Vizela, é inegável.
As substituições melhoraram o Vizela, ao contrário do que aconteceu no Benfica. Marcos Leonardo não entrou bem e nunca deu à equipa o que Arthur Cabral dera. Mesmo que, naquela altura - logo a seguir ao golo do Vizela - a entrada de Morato tenha sido justificada pelo cartão amarelo, e pelas dificuldades defensivas que Carreras já evidenciava. A entrada de Florentino, em substituição de Kokçu, foi tardia (84 minutos), já quando o Benfica perdia todos os ressaltos e "segundas bolas". E se a de Bah, em simultâneo, foi para dar descanso a Aursenes, a pensar em Guimarães, valeu-lhe de pouco. Foi curto, o descanso.
E lá está - as últimas imagens são as que ficam. E convenhamos que não foram as melhores do jogo. Agora, para as meias finais, vem o Sporting, já no final do mês. Para o Porto é que não. Logo se verá quando terá de disputar a outra meia final com o Guimarães.
Nas vésperas da deslocação ao Dragão, para o campeonato, o Benfica estará a disputar a meia final com o Sporting. Enquanto o Porto estará a jogar os 63 minutos que faltam do jogo com o Santa Clara.
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