
Talvez porque a esquerda ainda esteja à espera de perceber o que aconteceu no passado domingo, Mariana Mortágua lançou o desafio para, em conjunto, analisarem os resultados das eleições. Todos o aceitaram, pelo que irão todos juntos proceder a essa análise. Não sei se todos estarão dispostos "a deitar-se no divã", ficando ainda a faltar saber quem faria de psicanalista (por mim sugeriria Rui Tavares), e tenho muitas dúvidas sobre as conclusões a que cheguem.
O PCP há muito que finge não perceber nada de tudo o que há muito está a acontecer, pelo que não será agora que deixará cair o fingimento. E... o poeta é um fingidor - já ele o dizia!
O Bloco não percebe que as causas de que se alimentou já deixaram de o ser. Estão assimiladas e são hoje, ou património comum da civilidade, ou fermento de ódio do reaccionarismo mais básico. E que as outras, velhas de sempre, requerem hoje menos dogmas e mais pragmatismo. E outra comunicação.
O Livre, o mais unipessoal destes partidos, terá percebido essa parte. Talvez por isso tenha sido o único a sair-se bem, e também quadruplicou a sua representação parlamentar, exactamente como o unipessoal do outro lado.
O PS poderá não ter percebido o que lhe aconteceu, mas o Pedro Nuno Santos percebeu. E bem. "Acabaram-se os tacticismos" - disse, logo na primeira oportunidade. Disse tudo nessa frase, e mais ainda na forma de expressão. E será o que, no divã, mais terá para dizer.
Noutro tom, noutro registo. Porque aquele a que se sujeitou na campanha foi enterrado com os "tacticismos".
Como pode falar em "património comum da civilidade" num país onde um salário médio não é suficiente para pagar uma renda? Um país onde um milhão de burros (e possivelmente fascistas) votam em fascistas? É essa a "civilidade"?
ResponderEliminarO povo é burro e não vai lá com factos e lógica ou simplesmente com medidas razoáveis que trazem benefícios para toda a gente (ricos e fascistas não contam como "gente").
Já eu tenho mais que fazer do que lutar por um povo burro. No pior cenário, procuro um emprego noutro país da União Europeia que se for preciso paga o dobro, vendo a minha casa e emigro.
Já os burros que votaram na Chungaria, esses terão que sofrer as consequências da sua burrice.
O problema maior reside no facto de as formações partidárias colocarem o interesse de seita acima das medidas que o país reclama.
ResponderEliminarRegra geral estão notoriamente calçadas pela comunicação social com exércitos de comentadores sempre diligentes em acertar o passo pela onda que corre.
Ainda a agravante de termos um presidente que sendo constitucionalista, e tendo o principal dever de ser o garante do cumprimento da Constituição, é useiro e vezeiro em decisões que a deturpam escandalosamente.
Depois de Sua Excelência ter considerado (noticia publicada antes do ato eleitoral não desmentida) que tudo faria para que um determinado partido não chegasse ao governo, o que mais será necessário para atingir o cume do descrédito.
Quanto à consideração por uma verdadeira abstenção para quando um campo no boletim para o efeito, de modo a ser considerado voto validamente expresso.
O resto são cantigas de rua à desgarrada, sendo que se afigura abusivo considerar como abstenção todas as ausências das urnas por um rol de razões indeterminadas.
A comunicação social insiste em lamber o ânus a André Ventura.
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