quinta-feira, 28 de março de 2024

Fatalidade (não) rima com maturidade

Montenegro indigitado primeiro-ministro. Novo governo apresenta-se a 28 e  toma posse a 2 de abril | Euronews


Luís Montenegro vai hoje apresentar ao Presidente da República a lista de nomes para o novo governo. Dessa, pouco ainda se sabe neste momento, correndo-se até o risco de, o que se sabe, vir a não a confirmar-se. Sabe-se, depois dos resultados das últimas eleições, e mais ainda depois daquelas 30 horas que marcaram o início da nova legislatura só para escolher a Presidência da Assembleia da República que, só por milagre, não será um governo de curta duração.


No ano em que comemoramos 50 anos do 25 de Abril enfrentamos óbvias ameaças à nossa convivência democrática. E, em vez de celebrarmos a maturidade (de 50 anos) democrática e os valores da liberdade, da fraternidade ("em cada esquina um amigo") e da justiça social ("em cada rosto igualdade"), vemo-nos reduzidos à obrigação de defender o fundamental de um regime que não conseguiu evitar a fatalidade deste destino!


 

3 comentários:

  1. Para comemorar o 25 de Abril, a direita quer acabar com Serviço Nacional de Saúde, comemorar o 25 de Novembro, para a seguir desenterrarem o 24 de Abril.

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  2. O MEU RELATÓRIO
    Ao contrário de considerar que o longo episódio da eleição do novo presidente da AR deixe Montenegro fragilizado como vem sendo propalado, penso eu de que foi o melhor que lhe podia ter acontecido, dado que serviu no mínimo para separar as águas com o novo 1º Ministro a manter a palavra e mostrar que não se deixa embarcar em chantagens.
    Depois, considerar que os corneteiros adivinhos do costume não conseguem sair do estafado guião dos problemas que o novo executivo irá enfrentar sem capacidade para os resolver.
    Ao contrário, ainda penso eu de que, são as oposições nomeadamente PS e Chega que estão em pulgas para se desembaralhar do atasqueiro.
    Os comentadeiros avençados adivinhos do costume trazem na sacola um filme que se recusam a mostrar e que consiste no misterioso dilemas de como estes dois se irão alinhavar para chatear o governo a qualquer preço.
    O maior drama está na oposição que precisaria de achar um rocambolesco casamento para levar a sua avante.
    Seria de rir a bandeiras despregadas ver o PS chegar-se ao Chega.

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  3. Um dos novos ministros até pagou para participar nos Morangos com Açúcar.

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