
Ontem foi o último dia das competições de ginástica nos Jogos Olímpicos. O dia do adeus de Simone Biles, talvez o dia por que esperava. Se é verdade que surgiu em Paris na sua plenitude, também não deixa de o ser que pareceu aliviada por ter acabado. A fazer parecer que, afinal, Tóquio não ficou assim tão definitivamente enterrado como parecia. Os 'twisties' poderão ter ficado em Tóquio, mas a saturação competitiva, o desgaste da tensão e da pressão, talvez não.
Falhou a medalha na trave, e perdeu no solo o ouro para a também fantástica brasileira Rebeca Andrade (a menina que veio da favela), mas saiu de Paris à altura da sua condição de estrela principal dos Jogos, com quatro medalhas.
O atletismo continua - e vai continuar até ao último dia, a maratona fica sempre para o fim - mas ontem foi também o último dia da competição no salto à vara, o da consagração do sueco (nasceu americano, mas optou pela nacionalidade da mãe) Armand Duplantis como uma lenda das olimpíadas. Aos 24 anos!
Deixou que os adversários competissem entre si, até o norte-americano Sam Kendricks, campeão mundial de 2017 e 2019, superar a fasquia a 5,95 para ficar com a medalha de prata, e deixar o bronze para o grego Emmanouil Karalis, com 5,90. Já sozinho "limpou" a fasquia a 6,00, em ritmo de passeio. Depois quis bater o o recorde olímpico de 6,03 metros, estabelecido por Thiago Braz nos Jogos do Rio 2016, e elevou a fasquia para os 6,10.
Garantido o título e o recorde olímpico, 80 mil pessoas nas bancadas do Stade de France pediam o recorde mundial. Que o próprio Duplantis já estabelecera por oito vezes, até o deixar em em 6,24 metros, em Abril, em Xiamen, na China.
Falhou as duas primeiras tentativas aos 6,25. Esperou, e fez esperar pela última. Talvez um quarto de hora. Ninguém arredou pé. Elevou-se na vara, saltou e caiu do outro lado, deixando a fasquia imóvel lá no alto dos 6 metros e 25. E as bancadas em êxtase.
Com dois ciclos olímpicos pela frente, ainda é difícil de perceber os limites deste rapaz. A quem já chamam o atleta do século.
É impressionante a calma que demonstra e a facilidade com que passou, na última tentativa, os 6.25m.
ResponderEliminarFantástica homenagem a um atleta de eleição.
ResponderEliminarJá sem provas a decorrer, um estádio cheio para aplaudir a consagração.
O salto e correr a abraçar e beijar a mãe que tanto o incentivou.
A beleza do desporto na sua plenitude.
Hermoso após a eliminação: «Sofremos quatro golos de uma equipa que não joga futebol»
ResponderEliminarE esta, hem?
Pelos vistos, voltou a queixar-se de assédio sexual, do género muito apalpão às nádegas e muito agarrão aos marmelos
Também há uma outra lenda, saída do firmamento lampiónico que ontem fintou todos os colegas e adversários no Parque dos Príncipes. Na verdade, o ex-futuro candidato a melhor jogador de futebol da nação tuga, João Neves, inventou uma finta careca e enviou a bola para nenhures, quando havia mais vinte e um jogadores dentro de campo. Não foi fácil.
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