
Dirigindo-se aos ucranianos que vivem no território da sua Arquidiocese, na sua mensagem de Natal o arcebispo de Évora, Francisco Senra Coelho, agradeceu-lhes a resistência perante as "ondas avassaladoras do comunismo ateu".
Ninguém acredita que tão alto dignitário da Igreja Católica, um arcebispo, ignore que a Rússia que invadiu a Ucrânia, e a martiriza numa guerra sem tréguas - para a qual o Papa Francisco ontem, na sua mensagem de Natal, voltou a apelar à paz: "calem-se as armas na martirizada Ucrânia"- é um regime ultra-conservador e nacionalista de extrema-direita, apoiado pela cúpula de igreja ortodoxa russa, e que Putin, o inclemente ditador que a dirige com mão de ferro, financiou católicos militantes como Le Pen, Salvini e até o antigo seminarista André Ventura.
Ora, se não pode ser por ignorância própria, só pode ser exploração da ignorância dos outros. E isso não é nem mensagem, nem Natal. Muito menos é as duas juntas.
O Papa Francisco a tentar restaurar a imagem da Igreja Católica (muito danificada pelos escândalos de pedofilia e não só) e depois há sempre membros dessa igreja a quererem deitar o seu trabalho por terra.
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