
Será certamente consensual que foi o maior líder político da democracia portuguesa, mas nunca Mário Soares foi consensual. Até hoje, ao dia do seu centésimo aniversário!
Aos 100 anos - que hoje passam, mas ontem se assinalaram - ao ler os jornais, ouvir a rádio, ou ver a televisão, Mário Soares é consensual. À direita e à esquerda. E não é que o seja. É porque todos, situem-se lá onde for no espaço político, encontram hoje o seu Mário Soares. Excepto o taberneiro de serviço na Assembleia da República, mas esse não entra nestas contas.
Mário Soares não é apenas um herói da democracia, com todas as suas virtudes e defeitos. É também alguém que, na sua longa vida pública, em alguma altura, encontrou o momento para agradar a cada metro quadrado do espaço político.
Boa noite, Eduardo
ResponderEliminar"em alguma altura, encontrou o momento para agradar a cada metro quadrado do espaço político." - exatamente sempre soube aproveitar o vento, isto é foi um catavento. Se isto é ser "o maior líder político da democracia portuguesa", então merecemos a democracia que temos.
Zé Onofre
Zé Onofre, são factos. E são factos concorrentes, sem qualquer antagonismo. "O maior líder político da democracia portuguesa" só poderia ser exactamente o que "em alguma altura, encontrou o momento para agradar a cada metro quadrado do espaço político."
ResponderEliminarÉ como lhe digo, são factos. Ou, dito de outra forma, é a vida. E a História!
Merecer - ou não - a democracia que temos é outra coisa. É outra história, não é História.
Boa noite, Eduardo
ResponderEliminarEsta questão é como a do "gato de Schrödinger". Uns dizem que está vivo. Outros dizem que está morto.
Para mim Grande, não é o que tenta agradar a todos, é o que se mostra Vertical e não se curva aos interesses do momento, para seu interesse próprio - não estou a falar de interesse económico - e da sua vaidade.
É o tal "gato de schrödinger".
Bom fim de semana,
Zé Onofre