
Apertado a explicar-se melhor sobre a empresa que detinha, e que continuava a facturar serviços e cobrar avenças enquanto ele tomava conta da governação do país, Montenegro fugiu para a frente com uma moção de confiança, para que tudo se apagasse em eleições.
Para não ser apertado a explicar-se sobre os pareceres jurídicos que enquanto advogado, e em nome da Câmara Municipal de Espinho, eram sistematicamente favoráveis à empresa que lhe forneceu o betão para a casa, que por acaso é mais conhecida por litigar que por fazer bem, Montenegro fugiu ... para o hospital. Sem tempo de espera, nem pulseira, não fosse parecer algemas.
Não só não teve que explicar coisa nenhuma, como ainda deixava os portugueses preocupados com ele. Tadinho ...
Poderá não ter sido bem assim, mas lá que pareceu ... pareceu!
Fazer de Montenegro um alvo politico com razão ou sem ela é bem diferente de aproveitar a deixa de um recurso ao Hospital apenas para simular doença, como se isso o libertasse de dar explicações quando tal é determinado por autoridade competente no plano judicial, ou eticamente exigível no plano politico.
ResponderEliminarComo cidadão comum, o facto de já ter recorrido ao Hospital para ser avaliado e tratado pela ocorrência de crises cardíacas leva-me a respeitar quem se dirige a uma unidade de saúde não ousando ao correr da pena atribuir motivos oportunistas.
Por três vezes em diferente ocasiões tive que recorrer a ajuda hospitalar com problemas de arritmia/taquicardia, e pelo que percebi quando alguém se apresenta com ritmo cardíaco disparado para as 150 ou mais rotações por minuto é desde logo encaminhado para observação e tratamento, antes que a exaustão assome e anuncie final infeliz.
Em duas das vezes, passadas algumas horas e verificada normalização deram-me indicação de soltura.
Num outro caso a recuperação foi mais problemática pelo que fiquei internado um dia e uma noite.
Ainda assim as coisas poderiam ter corrido bem pior atendendo aos sérios riscos associados a problemas do coração.
Manifestando o meu respeito tanto por quem consegue recuperar como por quem acabada por ser vitimado, basta lembrar que ainda recentemente o coração traiu um conhecido politico de forma fulminante sem deixar espaço e tempo para recorrer a ajuda médica.
Levo a sério esses problemas, evidentemente. Brinquei - "Poderá não ter sido bem assim, mas lá que pareceu ... pareceu!"- com outras coisas.
ResponderEliminarQuero dizer-lhe que de quando em vez não possa subscrever na integra ou em parte os seus postais isso deriva do facto de ter enorme respeito por este blog que coordena e naturalmente pela sua pessoa. Muito obrigado pelo acolhimento, onde me continuo a sentir bem apesar de algumas divergências, que ao contrário do que se verifica noutros blogues não dão lugar a ofensas pessoais tantas vezes precipitadas e mesmo abusivas.
ResponderEliminarNão tem que agradecer. Tem é que continuar a vir. E a sentir-se bem quando aqui vem.
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