
Em pleno refluxo gastroesofágico pelo balde de água fria que foram os resultados de domingo, com a azia da irrelevância, a Iniciativa Liberal resolveu vir falar de revisão constitucional. Para acabar com o Estado, diz Rui Rocha.
Não é surpresa nenhuma. A IL estava inchada, como a rã da fábula de La Fontaine. E, como ela, como a rã, explodiu. A diferença é que a IL quer que o país expluda com ela.
A Constituição não impede nada do que a IL diz defender, nem nada do que pretenderia implementar se fosse governo, ou mesmo se o pudesse influenciar. Impede, no entanto, muito do que o Chega defende e propagandeia. E muito do que certamente implementará se vier a ser governo, ou se o puder vir a influenciar.
A IL nunca propôs uma revisão constitucional quando ela poderia ser feita sem o Chega. Mas decidiu propô-la logo que o Chega se tornou decisivo para o processo. E logo à saída de Belém, logo que, na sequência das eleições, chegou a sua vez de ser ouvida pelo Presidente da República.
Quando se quiser saber de que lado está a Iniciativa Liberal é preciso ter isto em conta!
Não foi nisto que o povo votou? Então que lidem com as consequências do voto.
ResponderEliminarNão tenho pena de eleitores burros.
No fundo a IL é irrelevante porque o PSD defecou André Ventura em 2017, só que tratou-se de um excremento radioativo que aniquilou o CDS, o seu tradicional parceiro de coligação. Como se isso não bastasse, em vez de ser a IL o novo partido sensação (por defender medidas apelativas à juventude que acha que vai ser rica), os votos da juventude iludida foram para a Chungaria.
ResponderEliminarSe o PSD, na altura liderado por Passos Coelho, não se tivesse lembrado de criar um excremento radioativo, hoje governaria com em maioria absoluta ou em coligação com a IL. Mas a criação de um excremento para parecer "moderado" acabou por ser um grande tiro nos pés do PSD.