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O Benfica sai de Nice com esta terceira eliminatória de acesso à Liga dos Campeões bem encaminhada. Mas não resolvida, como bem poderia ter ficado, tal foi a superioridade demonstrada ao longo de todo o jogo, e tantas foram as oportunidades de golo que criou.
O Benfica entrou em campo - com o jogo bem preparado, deve desde já dizer-se - com duas novidades na equipa, em relação ao jogo da Supertaça, com o Sporting: Akturkoglu, lesionado e, ao que se diz, já de malas feitas para Istambul, para o Fenerbaçe, de Mourinho, e Leandro Barreiro, foram substituídos por Schjelderup e Ivanovic.
A primeira sensação terá sido mesmo a estreia do avançado croata, acabado de chegar. Jogar fora, num jogo desta responsabilidade, e apresentar uma equipa com dois avançados, com um deles acabado de chegar, não é propriamente dos livros. Nos livros é mais ao contrário!
Com dois avançados da conhecida qualidade de Pavlidis, e da demonstrada qualidade, e do valor de investimento, de Ivanovic, não há volta a dar: é 4-4-2, e pronto!
E foi assim, neste sistema mandado para a frente, que o Benfica entrou, pegou de imediato no jogo, começou a dominá-lo, e criou logo duas excelentes oportunidades para marcar (Schjelderup e Otamendi, esta com Ivanovic a impedir a entrada da bola, e ainda por cima em fora-de-jogo). O domínio do Benfica nesta fase - em boa verdade durante praticamente toda a primeira parte - não era, no entanto, completamente tranquilizador. O Nice apostava tudo no contra-ataque, nas saídas rápidas, aproveitando a qualidade de passe, na maioria das vezes de primeira, dos jogadores do seu meio-campo, a velocidade dos seus avançados e o espaço que o Benfica deixava nas costas.
Conseguia-o poucas vezes. A pressão do Benfica matava à nascença essas intenções na maioria dos casos. E, nas poucas vezes em que conseguiu concretizar essas intenções, bateu no equilíbrio defensivo do Benfica, praticamente irrepreensível durante todo o jogo.
Ainda assim, quanto mais o Benfica se atrasasse no golo, mais cresceria esse risco. E a verdade é que, apesar das quatro ou cinco oportunidades para marcar, o intervalo chegou sem golos.
A entrada na segunda parte parecia alterar esse registo do jogo. O Nice surgiu mais adiantado no campo, e parecia não vir para continuar lá atrás, à espera. Jogava-se apenas há 4 minutos quando o Clauss entrou em slalom pela área dentro e rematou para defesa de Trubin.
Foi a única oportunidade de golo do Nice. Logo a seguir, menos de 3 minutos depois, o Benfica marcou. Ivanovic, assistido por Aursenes - grande jogo, e grande envolvimento na jogada - marcou, na estreia. E, como se imaginava, ideia que já vinha da primeira parte, o jogo mudou completamente de registo. O jogo no campo todo permitia ao Benfica o domínio seguro, já sem ter que correr riscos de espaço para o contra-ataque adversário.
E assim foi. O Benfica passou a dominar tranquilamente o jogo, e pôde juntar mais quatro ou cinco oportunidades de golo às outras tantas da primeira parte. Apenas concretizou uma única, no grande golo de Florentino (entrara para o último quarto de hora, com Henrique Araújo e Barreiro; 10 minutos antes entra Prestiani) já perto dos 90 minutos.
Sem ter feito um jogo do outro mundo, foi uma bela exibição colectiva do Benfica, com muitas boas exibições individuais. A abrir as portas do play-off - no Feyenoord-Fenerbaçe (2-1), donde sairá o adversário, as coisas também não estão resolvidas - mas, acima de tudo, a deixar boas indicações para o que aí vem.
ADOREI; ADOREI.
ResponderEliminarJá começo a simpatizar um bocadinho mais com o Lage.
Só foi pena o champanhe dos sporingados metido ao frio para Nice, ter ficado esquecido no frigorífico a aguardar melhor oportunidade.
Temos pena. É lidar, nunca morram