Antes de rumar a Bruxelas para a reunião do Conselho Europeu – que voltou a aplicar, agora para os refugiados, a única receita que a Europa conhece: mandar dinheiro para cima dos problemas, fingindo com isso resolvê-los – Passos Coelho que, já no início da semana, com aquela sua enorme facilidade de deixar fugir a boca para a mentira, trocava o pagamento de obrigações do tesouro de dez anos com a antecipação de pagamentos ao FMI, veio dizer-nos que essa coisa do défice não conta para nada. O défice do ano passado fica nos 7,2%, mas isso é um simples episódio estatístico, garantiu sem pingo de vergonha.
Quer dizer, e como salienta o Pedro Santos Guerreiro, “… andamos há anos a penar, a pagar e a minguar pelo défice orçamental…”. Por ele passamos pelo aumento colossal de impostos e de lá nunca mais saímos. Por ele cortaram despesa na Saúde, na Educação, na Cultura. Cortaram salários. Cortaram pensões. E cortaram tudo o que era prestação social... Mas depois, e afinal de contas, o défice é passado, é só contabilidade, coisa de estatística e nada mais. Que para nada releva e que não tem importância nenhuma…
E é um primeiro-ministro destes que vai ser reeleito?
Não acredito. Sinceramente que não!
Mesmo que o challenger continue sem acertar o passo, e a fazer (quase) tudo ao contrário… Foi mais uma vez o Bloco de Esquerda, e Catarina Martins, a mostrar como se faz: “ a campanha eleitoral da direita morreu hoje”. Assim, simples e directo!
O que fez António Costa? Dirigiu-se a Portas, e falou dos défices dos governos do PS. Era possível fazer pior? Tenho dúvidas…

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