
O ministro dos Negócios Estrangeiros considerou que as detenções (dos activistas da flotilha) feitas por Israel foram “ilegais”. “Israel não o poderia fazer”.
O primeiro-ministro não condenou a acção das autoridades israelitas, criticou o activismo, e apenas quis garantir que estavam a ser feitos todos os esforços para trazer os portugueses em segurança. Que, em vez de detidos numa prisão de alta segurança, nas palavras de Montenegro estão apenas sob a responsabilidade das autoridades israelitas.
Nuno Melo, o ministro da Defesa, preferiu criticar abertamente os activistas, dizendo mesmo que Mariana Mortágua colaborava com “terroristas”.
A utilização das Lages pelos seis F-35 americanos com destino a Israel, e os respectivos reabastecedores KC-135, em Março e Abril, quando o governo tinha anunciado a decisão de não permitir a utilização da base aérea para o abastecimentor militar a Israel, esteve escondida até ontem, quando o El País o denunciou, levando o Expresso a questionar o governo.
Para o primeiro-ministro, não há qualquer problema. No lugar de uma questão de Estado vê um mero “erro processual”. O ministro dos negócios estrangeiros, Paulo Rangel, depois de ter negado a ocorrência, acabou por dizer que não foi informado do movimento das armas para Israel e que, por causa disso, vai abrir um processo para “apurar responsabilidades”. A que terá de imediato colocado ponto final, ao perceber que elas iam direitinhas ao ministro da defesa, concluindo prontamente por “falha de procedimentos”. Nuno Melo, esse, limitou-se "a mandar apontar a mira" para outro lado.
Estas duas estórias, ambas fresquinhas, têm demasiados pontos em comum. Um deles é que ninguém se entende. Sem que ninguém se incomode com isso!
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