
Quando André Ventura diz que Portugal precisa de três Salazares fá-lo por provocação, de que se alimenta. Para nunca sair do topo da agenda mediática, que é o seu suplemento vitamínico.
Mas também por conhecer o seu público. Ele sabe que é isso que os seus seguidores querem ouvir. Sabe que a sua plateia não sabe, nem quer saber, quem foi Salazar. Ele próprio não sabe, nem quer saber: quem evoca três Salazares para acabar com a corrupção não pode saber o que foi Salazar, nem a História nem, se calhar, o que é corrupção. Sabe que os seus seguidores querem ouvir coisas assim, que indignam uns, mas que são aplaudidas por muitos outros. E sabe que assim introduz na agenda mediática os temas que quer pôr o país a discutir. Que assim o país discute o que ele manda discutir. Que é assim que se normaliza o que nunca seria normal, e que se deslocam os limites na sua direcção.
Quando espalha pelo país que "isto não é o Bangladesh" André Ventura dá mais um passo na provocação, numa espécie de tentativa de apurar a dose. Ele sabe - um saber de experiência feito - que a cada escalada, a cada incremento de provocação, os limites cedem. E ele sabe que (e como) cresce a cada cedência.
Cabe neste caso ao Ministério Público não ceder em mais um limite. Mas também isso coube em diversas ocasiões ao Tribunal Constitucional...
Ele pode não saber quem foi Salazar, nem eu sei. Mas corrupção? só pode estar a brincar, estão os anos de PS e PSD foi só corrupção por todo o lado.
ResponderEliminarÉ que nem é preciso recuar tanto (para os tempos de Salazar). A lista só dos últimos 30 anos já é enorme:
https://cnnportugal.iol.pt/arguidos/politicos-na-justica/poder-ha-191-politicos-a-bracos-com-a-justica-desde-2017/20230510/645a7626d34ef47b8753ad0a
https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-09-mais-de-400-casos-de-corrupcao-arquivados-em-portugal-no-ultimo-ano-f41dc299
https://transparencia.pt/a-corrupcao-na-politica-em-portugal-alguns-casos-marcantes-nos-ultimos-30-anos/
Já faltou mais para começar a provar do próprio veneno.
ResponderEliminarAliás aquela AR mais parece um pátio de mexericos regateiros..
Toda aquela gente de um modo geral está ali não a praticar uma democracia escorreita. mas principalmente e acima de tudo para fazer claque pelo dono a quem devem obediência na mira de um bom lugar com pouco trabalho e bom ordenado.
Não passam de claques orquestradas com episódios rascas do piorio por gente engravatada, de que até as claques do futebol transparentes na sua maioria se envergonham.
As fronteiras da identidade (individual e colectiva) do actual ser-humano desapareceram. Ninguém sabe ao certo o que é ser português, ou de qualquer outro país ou nação; ser da união europeia, ser europeu, ou ser asiático; ser da 'espécie sapiens sapiens'; ser de esquerda ou de direita ou do centro; ser de um género ou de nenhum; ser isto ou aquilo, etc..
ResponderEliminarAté à construção de uma nova identidade, tudo vale, porque tudo deixou de valer. Tanto faz.
Ser humano não tem hífen, o que no caso é significativo. Simbolicamente. Ninguém sabe ao certo o que é ser português, diz o confuso comentador, mas sabe o que é o Bangladesh. Só não sabe o que é ele próprio.
ResponderEliminarBom dia. Não tenho a certeza de ter conseguido enviar o comentário que escrevi sobre este postal. Digo agora que me faltou referir que há gaiolas montadas nos estádios que estão muito mal distribuídas.
ResponderEliminarEle pode não saber quem foi Salazar, nem eu sei. Mas corrupção? só pode estar a brincar, estão os anos de PS e PSD foi só corrupção por todo o lado.
ResponderEliminarÉ que nem é preciso recuar tanto (para os tempos de Salazar). A lista só dos últimos 30 anos já é enorme:
https://cnnportugal.iol.pt/arguidos/politicos-na-justica/poder-ha-191-politicos-a-bracos-com-a-justica-desde-2017/20230510/645a7626d34ef47b8753ad0a
https://sicnoticias.pt/pais/2025-05-09-mais-de-400-casos-de-corrupcao-arquivados-em-portugal-no-ultimo-ano-f41dc299
https://transparencia.pt/a-corrupcao-na-politica-em-portugal-alguns-casos-marcantes-nos-ultimos-30-anos/
Breaking News: novo cartaz de Aventura: https://leiturasimprovaveis.blogs.sapo.pt/grau-zero-208019
ResponderEliminarNão tem? Porquê, se 'humano' é um mero adjectivo para uma coisa desconhecida que ainda não se sabe o que é ('ser')?
ResponderEliminarA fase 'humana' do 'ser' é apenas uma das que se sucederam na Existência, e não será a definitiva.
O "Impronuncialismo" [ver em: IMPRONUNCIÁVEL (https://www.blogger.com/blog); ou em IMPRONUNCIALISMO (https://impronuncialismo.blogs.sapo.pt)] define 'ser' do seguinte modo:
«'SER' é uma relação particular com o Desconhecido, que induz um projecto concreto na Existência, ao qual chamamos 'Ser'. Essa relação é, em parte, impronunciável".
E na 'Tarefa 10' executada pelo 'robot Impronuncia' estão descritas as fases pelas quais o 'Ser' passou, e as que hão-de vir.
Um excremento que Passos Coelho defecou em 2017. E não puxou o autoclismo.
ResponderEliminarSem entrar em considerações sobre isto ou aquilo, este ou aquele, limito-me a questionar se em vez de se ter dito, "Isto não é um tal país com nome", tivesse sido dito em jeito popular "Isto não é o da Joana", quantas vozes indignadas de puritanos da politica e/ou doutores em direito se levantariam indignados em defesa com processos de milhares ou milhões de Joana?
ResponderEliminarOs tribunais iriam rebentar pelas costuras e a justiça em vez de se atrasar deixaria de funcionar durante séculos.