quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Benfica 1 - Braga 3

SC Braga-Benfica


O Benfica voltou a fazer marcha atrás. Desta vez aqui à porta, em Leiria, na meia final da Taça da Liga, em novo jogo com o Braga, duas semanas depois do da Pedreira, de má memória.


Quando parece que a equipa se começa a levantar e a caminhar direita, segura e firme, lá vem trambolhão. Não é a primeira vez, mas é certamente a mais decisiva no processo de recuperação da confiança. Da equipa e dos adeptos. Que dificilmente voltarão a acreditar nesta equipa, nestes jogadores, neste treinador, neste presidente ...


Com uma única alteração em relação ao onze que venceu o Estoril - Aursnes no lugar de Prestianni -, o Benfica até entrou bem no jogo. Muito bem, até. Em pressão alta, a demonstrar força e vontade para se atirar ao Braga, sem lhe deixar espaço para repetir aquela primeira parte do final do ano, na Pedreira. Foram cinco minutos que prometiam muito mais que aquela grande situação de golo, logo aos 4 minutos, que Hornicek resolveu com uma fantástica dupla defesa. 


Afinal não passaram de mais uma promessa. Aos poucos o Braga foi dando conta do recado, e rapidamente passou a explanar o seu (vistoso) futebol colectivo no relvado do Municipal de Leiria. À medida que crescia a equipa bracarense mais se afundavam os jogadores do Benfica. Isso mesmo, de um lado, uma equipa, a crescer a olhos vistos; do outro, onze jogadores, cada um muito pouco por si.


O momento de não retorno aconteceu quando João Pinheiro, o árbitro que por mais voltas que dê não consegue disfarçar a perseguição que o move, foi obrigado pelo VAR a transformar o penálti que tinha assinalado num livre fora da área, iam decorridos apenas nove minutos de jogo. Em vez de servir de aviso aos jogadores do Benfica, e de oportunidade para se agarrarem ao jogo, desligou-os ainda mais.


Dez minutos depois o primeiro golo do Braga -  grande trabalho de Zalazar, na direita, com conclusão de Pau Víctor - despejou-os para o abismo. Quando, menos de um quarto de hora depois, Zalazar voltou a passar por quem quis para fazer sozinho o segundo, os onze jogadores do Benfica já só estavam perdidos em campo.


Os assobios, ao intervalo, era o mínimo que os 17 mil benfiquistas (o Braga não teria lá mais de 200 ou 300 adeptos) poderiam fazer. 


Mourinho deixou Manu no balneário e lançou Prestiani para a segunda parte. Por isso, pela capacidade de agitação do miúdo argentino, mas também pelo despertar de algum brio nos restantes colegas, foi outro o Benfica da segunda parte. Não foi, nem nunca esteve lá perto, o Benfica da segunda parte da Pedreira. Nem nunca esteve assim tão perto de chegar ao empate, e levar a decisão do acesso à final para os penáltis. A mais clara oportunidade de golo acabou mesmo por passar de novo pelos pés de  Zalazar e de Pau Víctor, negado por excelente intervenção de Trubin.


Quando, já depois da hora de jogo, Pavlidis finalmente reduziu, na conversão do penálti cometido pelo Paulo Oliveira, acabado de entrar para reforçar a defesa e trancar as portas, o assalto ao empate não aconteceu. Rapidamente o Braga conseguiu - à custa de muito anti-jogo, sempre permitido por João Pinheiro, que amarelou o guarda-redes ainda na primeira parte, para o deixar fazer o que lhe apeteceu durante a restante hora de jogo - arrefecer o jogo e mantê-lo de feição. Até ao fim!


Na verdade o Benfica dispôs de uma ou duas oportunidades de golo. Poderá até ter ficado mais um penálti por marcar. Mas daí até poder dizer-se que o Benfica alguma vez jogou para merecer disputar a final de sábado, com o Vitória de Guimarães, vai a distância entre a realidade e a ficção. O terceiro golo do Braga, que arrumou com o jogo, ainda antes do João Pinheiro, por protestos, mais que justificados, expulsar Otamendi, é revelador da falta de consistência da resposta da segunda parte. É que só não foi um auto-golo do Tomás Araújo, na cobrança de um livre lateral, porque Trubin defendeu. Para a frente, para Lagerbielke encostar.


Portanto, a final da Taça da Liga terá um dérbi, como era esperado, mas é o do Minho. 


 

3 comentários:

  1. "O momento de não retorno aconteceu quando João Pinheiro, o árbitro que por mais voltas que dê não consegue disfarçar a perseguição que o move, foi obrigado pelo VAR a transformar o penálti que tinha assinalado num livre fora da área"
    "Quando, já depois da hora de jogo, Pavlidis finalmente reduziu, na conversão do penálti cometido pelo Paulo Oliveira, acabado de entrar para reforçar a defesa e trancar as portas, o assalto ao empate não aconteceu. Rapidamente o Braga conseguiu - à custa de muito anti-jogo, sempre permitido por João Pinheiro, que amarelou o guarda-redes ainda na primeira parte, para o deixar fazer o que lhe apeteceu durante a restante hora de jogo - arrefecer o jogo e mantê-lo de feição. Até ao fim!"
    "Poderá até ter ficado mais um penálti por marcar."
    "ainda antes do João Pinheiro, por protestos, mais que justificados, expulsar Otamendi"
    Muito bem explicado.
    O velhaco do árbitro impediu o futebol vistoso e acutilante do Benfica de triunfar.

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  2. Eu sei por que é você enviesa sempre estas coisas.

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  3. Ora, ninguém deixa o Benfica ganhar, é uma injustiça.
    Ainda bem que não houve um Fafe vs. Benfica.
    Todos sabemos o que aconteceria.
    Desejo-lhe um bom fim-de-semana.

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