
Passos Coelho está de volta. Dez anos depois!
Não exactamente os mesmos virtuosos 10 anos de António José Seguro, mas também 10 anos depois. A diferença é que, para Seguro, foram 10 anos de travessia do deserto, enquanto que, para Passos, foram 10 anos a atravessar ... o nevoeiro.
Há outra diferença: o sucesso do regresso de Seguro resulta de circunstâncias conjunturais; o de Passos, a ser atingido, resultará, também de circunstâncias, mas estruturais. Seguro beneficiou da conjuntura interna do PS, e da conjuntura de canibalização de candidaturas no espaço da direita. Passos conta beneficiar do sebastianismo, que é estrutural neste jardim à beira-mar plantado.
Passos acredita firmemente que cinquenta anos [de democracia] não tenham sido suficientes para o país se libertar da figura do homem providencial, de vida sóbria, que há-de voltar numa manhã de nevoeiro para pôr ordem nisto. E fazer todas as reformas. Ao mesmo tempo que acredita que 10 anos tenham sido suficientes para o país se esquecer que não fez reforma nenhuma, que apenas cortou, mesmo sem nunca cortar a direito.
É o paradoxo de Passos, no país dos paradoxos.
Certamente já assinou...
ResponderEliminarhttps://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=PT129793
Saúde e Paz.
Mesmo depois de tantos cortes Passos Coelho os portugueses confiaram nele e deram-lhe a vitória nas eleições. Deve ser por isso que quando Passos abre a boca a esquerda treme.
ResponderEliminarJá assinei, sim. Tratei disso aqui: https://quintaemenda.blogs.sapo.pt/peticao-publica-sobre-o-fim-dos-blogues-3000802
ResponderEliminarNão sei quem treme nem quem não treme. Sei que, "depois de tantos cortes" a maioria dos portugueses não votou nele.
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