quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Real Madrid 2 - Benfica 1

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Foi um grande Benfica, este que esta noite foi ao Barnabéu discutir a passagem aos oitavos de final da Champions, depois de todas as dificuldades que advieram daquele maldito jogo da primeira mão, na semana passada, na Luz.


Prestiani, ao contrário de Vinícius, Valverde e Carreras - que, sim, deviam estar impedidos de ter jogado (MBappé também, mas não pôde jogar por lesão) - ficou de fora, por estranha, mas acertada, decisão da UEFA. Estranha porque é uma pena sem culpa provada, mas acertada porque poupou o jogador - e o resto da equipa - ao previsível suplício que seria jogar ali.


No seu lugar jogou Rios. Na sua vez, e no seu lugar. E não se saiu nada mal. De resto, tudo igual ao que tem sido a equipa base, com o Tomás ao lado do Otamendi, o Dedic de volta à direita, e Dahl do outro lado. Com Aursnes e Barreiro, no meio, Rafa atrás do Pavlidis, e Schjelderup  na esquerda.


Foram estes que entraram a mandar no jogo, e a deixar os galácticos de Florentino Pérez a vê-los jogar. E a ouvir "Benfiiiica". "Força Benfica" ... As estrofes do hino também ouviram, mas acredito que não tenham percebido. Mas perceberam que aqueles quatro mil que, ao que consta, terão passados das boas para lá chegarem, lançavam para o campo a chama imensa que calava os mais de 80 mil que eles queriam ouvir.


Era um Benfica autoritário que o golo de Rafa, logo aos 14 minutos, chegou sem grande surpresa. Era o que se esperava, já ao quarto remate à baliza de Courtois. O que não se esperava era que, apenas dois minutos depois, no primeiro remate, o Real Madrid empatasse.


Não se esperava porque os jogadores do Benfica estavam a fazer tudo bem. Mas sabe-se que, contra jogadores daqueles, não se pode errar. Nunca perdoam. E Valverde (a aproveitar o espaço) e Tchouaméni (no remate de enorme categoria, com a bola a mais parecer ter sido impulsionada por uma raquete que por um pé) não perdoaram o erro de Otamendi, que falhou um passe numa saída para o ataque, com a equipa desprevenida. Desbalançada!


O golo do empate teve forte impacto no resto da primeira parte. O Benfica sentiu-o como um murro no estômago; os espanhóis como uma transfusão de sangue. E, até ao intervalo, o jogo - um grande jogo - que só tinha um sentido, passou a ser dividido. 


Já não era apenas o Benfica a mandar no jogo, e a criar situações de golo. Rios esteve muito perto do golo, que Courtois negou, com uma defesa absolutamente fantástica. E o Arda Guler, o turco puto maravilha, chegou mesmo a meter a bola na baliza de Trubin, num lance muito feio, que o VAR reverteu por fora de jogo. Muito feio porque Otamendi e Trubin (no chão, com a bola a li à frente, demorou uma eternidade a mexer-se, permitindo que o miúdo chegasse primeiro à bola, e a empurrasse para a baliza).


Na segunda parte o Benfica voltou a crescer, a ser melhor, e a criar situações de golo sucessivamente desperdiçadas, entre elas a trivela de Rafa que levou a bola à trave da baliza de Courtois. Até novo erro, e novamente fatal. A dez minutos dos noventa. Desta vez foi o Tomás Araújo, em posição atacante, já com o Benfica desesperado à procura do golo sempre adiado, a perder a bola ao tentar um passe numa zona impossível. Valverde voltou a não perdoar, e abriu o campo para Vinícius correr sozinho por ali fora, até bater Trubin, com um passe de classe para dentro da baliza. E deixar a eliminatória resolvida!


O Benfica foi melhor equipa na maior parte do jogo, e até melhor no cômputo da eliminatória. Mas, na Champions, no fim, ainda são os melhores jogadores que decidem as coisas. Se calhar, os erros dos jogadores do Benfica que terminaram nos golos do adversário não seriam cometidos pelos do Real Madrid. Muito provavelmente, os jogadores do Benfica não teriam aproveitado esses erros, se tivessem sido ao contrário. E, seguramente, os galácticos jogadores de Florentino Pérez teriam marcado quatro ou cinco golo s nas oito oportunidades de golo que o Benfica criou no Santiago Barnabéu.


 De resto, já em Lisboa tinha sido assim. Com aquele golo só ao alcance dos melhores entre os melhores. Mesmo que se chame Vini Jr!

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