segunda-feira, 30 de março de 2026

Congresso do PS

José Luís Carneiro rodeado de membros da Mesa do 25.º Congresso Nacional do PS, no encerramento da reunião magna do partido.


No congresso deste fim de semana, em Viseu, o PS não encontrou nem o divã - e não havia melhor escolha para o armar  - para a catarse do desastre que o atingiu, nem o chão que lhe vem fugindo. Sem exorcizar todos os demónios, e sem chão firme para pisar, por mais animadoras que sejam as sondagens, e por mais sedutora que seja a boleia de Seguro, o deserto é longo e agreste.


Diz-se por aí que o Congresso não entusiasmou. Que foi morno. Não é disso que as televisões gostam. Gostariam de ver o sofá num corrupio, numa espécie de casa dos segredos (que não sei bem o que é, mas imagino o que seja). Pela primeira vez, em muitos anos, um congresso do PS não abriu os telejornais.


Hoje o PS já não tempo, nem talvez ganhe muito com isso, para discutir o passado. Pela primeira vez descartável no processo da decisão política, e sem saber bem com que PSD terá que lidar, o PS está perante a sempre difícil tarefa de enfrentar o desconhecido. O que, não sendo confortável para ninguém, é extraordinariamente incómodo para os partidos. E em especial para um partido velho!


Por isso, dificilmente este XXV Congresso do PS poderia ser muito diferente do que realmente foi.


 


 

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