
Depois da tomada da Venezuela, e secado o abastecimento de petróleo, Cuba entrou na agonia final.
Trump nem precisou de mexer na velha e ferrugenta torneira do bloqueio, bastou-lhe esperar sentado - enquanto a gozava o espectáculo das bombas a caírem sobre o Irão, e pedia ajuda aos aliados para o pequeno pormenor de Ormuz - para anunciar ao mundo Entretanto que pode "fazer o que quiser” em Cuba.
Será "uma honra tomar" Cuba. Sempre ouviu falar disto [tomar Cuba] e será dele a honra de o conseguir. E por isso entende que poderá fazer "o que quiser" com o país.
É só mais um capítulo ...
Infelizmente, Cuba, nunca diversificou os negócios.
ResponderEliminarEra Rússia 100%, sem mais ninguém. A Venezuela (e El Salvador, até ter destruído, o pouco que havia, da economia, ao ter avançado para criptomoedas) era a fornecedora, de gasóleo e gasolina, a 10%, dos preços de mercado. Cuba vivia do turismo e do turismo de saúde. Fui lá para ver se havia possibilidade de resolver um estigmatismo, com potencial de glaucoma, em 2019, infelizmente, não dava. Resolviam o estigmatismo, só que era um risco, sem solução, pois o olho já tem o nervo morto. A aldeia, a 40km de Havana, era linda. Só carros antigos (alguns dos anos 50!), a funcionarem. Lojas com artesanato e, as lojas de tabaco. E os cafés, com tudo o que é bebida, algumas bem potentes. Preços, diga-se que paguei 18 euros, por noite e 9 euros, por refeição, com bebida, à descrição. A limonada deles, sabia mesmo bem.
Como não fumo, levei encomenda, de amigos, para trazer uma dúzia, dos, famosos, charutos. Foi uma enfermeira, novita, que me indicou a loja, que ficava num beco... podia lá passar, ao lado, 50000 vezes, que não dava com ela. Foram caros, 35 euros, por caixa de dúzia. Ainda tive medo, ao embarcar, para Madrid, com uma dúzia, de caixas, preenchi a declaração, paguei 33 euros, ao chegar, a Madrid, a caixa veio, com a mala. Para Lisboa, veio de comboio. Aviões eram caros, não tinha pressa, foi a noite a viajar e a acertar o relógio biológico.
Algumas pessoas ainda se viam a defender aquela ideia do "Somos bons, sem precisar dos outros", ao mesmo tempo, viam-se que, as lojas, no centro de Havana, são só para turistas. A "Avenida da Liberdade", em Havana é todas as ruas principais... os locais trabalham lá, porque não podem comprar nada, dessas lojas.
Sem turismo, sem gasóleo, Cuba não tem capacidade, de sobreviver. Trump sabia disso... para limpar, a Rússia, do continente, parando, a Venezuela, o resto cairá sozinho. Mais 1 mês e Cuba será um protectorado americano, com Trump a ir beber um El Presidente, num bar tradicional cubano.
Como diz, Cuba nunca diversificou os negócios. À excepção do turismo; e na verdade também não tinha como. O resto é como conta. E os "puros", os habanos foram - na verdade ainda são, mesmo que já não pratique (fiz um acordo com a minha médica, que é minha filha, de interromper até aos 90 anos, com permissão expressa para retomar a partir dessa idade) - a minha perdição. No últimos anos em que fumei (até 2023), para além de atingirem preços proibitivos, praticamente desapareceram do nosso mercado. Dizia-se na altura que tinham a produção de vários anos hipotecada à Rússia, mas a verdade é que entretanto, já sem fumar, mas com a mesma vontade de os contemplar, voltei a encontrá-los nos locais habituais. Mais caros, muito mais, ainda.
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