segunda-feira, 16 de março de 2026

Trump e os "aliados"

States sue Trump over research funding cuts


Começou por ameaçar os aliados caso não aumentassem as contribuições para a aliança. Passou a destratá-los, a torto e a direito. Onde quer que fosse, e a propósito do que quer que fosse. E ameaçou até roubar-lhes território.


Por iniciativa própria, ou a mando de Netanyahu - não é irrelevante -, Trump abriu uma guerra no Irão. Com "êxito tremendo", que se resolvia no máximo em quatro semanas.


À entrada para a terceira só se sabe que não se sabe o que está para vir. Os aliados nunca foram tidos nem achados na guerra. Nem àqueles onde tinha as bases militares que utilizou passou cavaco.


À entrada para a terceira, depois do ataque à ilha de Kharg -  a ilha do petróleo iraniano, donde provêm cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irão — declarou a guerra ganha e o Irão 100% derrotado. No entanto, com a guerra ganha, já precisa dos aliados. Não lhes pede ajuda. Não contacta ninguém. Apenas começa por escrever na sua própria rede social que muitos países vão enviar navios de guerra para manter aberto o estreito de Ormuz, afirmação que depois reduz a mero desejo. O desejo que China, França, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido e outros para lá enviem navios.


Para logo a seguir voltar a ameaçá-los, se não corresponderem ao seu desejo. Já nem sequer ao seu pedido.


Trump é isto. E isto é Trump. É Vance. É Rubio. É Hegseth. É Kushner. É Witkoff. A escória com o apocalipse na mão.


 

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