
Depois de uns meses em "pousio", após a final da Taça de Portugal, vai para um ano - o maior escândalo da História do futebol português, superando qualquer episódio do "apito dourado" - o Conselho de Arbitragem (CA) tratou do regresso cirúrgico de Luís Godinho e Tiago Martins. E em Braga, primeiro, e Tondela, um mês depois, encarregaram-se de dois empates que, objectivamente, retiraram quatro pontos ao Benfica.
O primeiro a regressar foi Tiago Martins, no 2-2 de Braga, pelo Natal, com o árbitro João Gonçalves, do Porto, o do canto fantasma que deu três pontos ao Sporting nos Açores, outro dos especialistas para arbitrar o Benfica (basta lembrar, só no último campeonato, o AFS-Benfica, o Benfica-Famalicão e o Estoril-Benfica). Num jogo com uma assombrosa segunda parte do Benfica, João Gonçalves e Tiago Martins anularam o golo (da vitória) de Dahl, já no último quarto de hora alegando, em clara e óbvia mentira, uma falta anterior de Rios.
Depois veio Luís Godinho, no 0-0 em Tondela, num jogo - logo a seguir ao da épica vitória sobre o Real Madrid - em que o Benfica sufocou o adversário durante os 90 minutos. Que, agora com Manuel Mota (outra das armas do CA para atingir o Benfica) no VAR, começou por tudo permitir aos jogadores da casa, escusando-se mesmo a expulsar Maviram, que aos 8 minutos já deveria estar na rua; e reverteu, com clara e óbvia mentira na justificação que "após revisão o jogador não comete falta", um penálti, à beira do intervalo.
A nomeação de Gustavo Correia (do Porto) para o Famalicão - Benfica do sábado passado é provocatória e insultuosa. Mas é muito mais que isso.
Porque, sendo o árbitro que assinalou o penálti a António Silva, por uma bola que lhe ressaltou da perna para o braço, que acabaria no empate da Luz, com o Casa Pia. E que não assinalou a óbvia e clara mão na bola, neste jogo, do Rodrigo Pinheiro (jogador da formação do Porto que tudo fez, e a tudo escapou, para ser expulso). Que já não vira o primeiro penálti a favor do Benfica. Que inventou o canto que deu no golo que fixou o empate final. E que acrescentou 16 minutos de tempo extra quando o Benfica estava em evidentes dificuldades. É o árbitro que, nas nomeações para a Primeira Liga, o CA ditou para dois jogos consecutivos do Famalicão.
Depois de o ter nomeado para o Famalicão - Moreirense, o CA entendeu por bem nomeá-lo para o Famalicão - Benfica, o primeiro dos últimos três jogos decisivos para o Benfica manter a posição de acesso à Liga dos Campeões. E juntar-lhe, no VAR, Rui Oliveira, conotado com os super-dragões, e com um folha de serviço igualmente repleta de arbitragens infames.
Em jogos em que o Benfica fez a sua parte, em que fez o que lhe competia para ganhar com mérito e competência - não contando os que empatou por culpa própria, ou por mérito do adversário -, só nestas nomeações cirúrgicas, ficaram oito pontos. A que há a somar os dois daquele penálti de Diogo Costa, já no fim do clássico, na Luz, a que o João Pinheiro fechou os olhos. Façam-se as contas, e veja-se no que dava!
Ora, isto vai muito para além do insulto e da provocação. Isto é um sistema instalado num edifício que começa na promoção dos árbitros (e afins), passa pelas suas nomeações e termina no branqueamento das suas actuações no espaço mediático de que o Benfica está afastado.
Edifício para que Rui Costa olha como boi para palácio!
Como acertadamente escreve o João Gabriel "as arbitragens não foram azar nem coincidência", mas "consequência". O mesmo se pode dizer da hostilidade e perseguição da imprensa. Porque, como também bem escreve, "... o Benfica desapareceu dos centros de poder. Onde antes se via influência, hoje vê-se ausência".
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