
Na sequência de novas diligências sobre o já conhecido caso da tortura nas esquadras da PSP do Rato e do Bairro Alto, a Polícia deteve ontem mais 16 suspeitos, 15 polícias e um civil.
Os detidos estão indiciados por crimes de tortura grave, violação, abuso de poder, agressões físicas, humilhações e episódios de extrema violência que, pelos vídeos e outros conteúdos relacionados que fizeram circular por dois grupos de polícias, com mais de 70 elementos, praticados “por mero prazer na humilhação das vítimas". Todas detidas no interior das esquadras do Rato e do Bairro Alto, e extremamente vulneráveis: toxicodependentes, sem-abrigo, imigrantes indocumentados, ou suspeitos de pequenos delitos.
Finalmente há um ministro da Administração Interna no governo de Portugal. Há muito que não havia, e por isso crimes tão repugnantes iam, desde Eduardo Cabrita (inclusive), sendo varridos para debaixo do tapete. Nem nome tinham!
Luís Neves chama as coisas pelos nomes, faz o que tem de ser feito, e diz o que tem de ser dito. Que para comportamentos dolosos só há o caminho da expulsão. Que quem pisa o risco da dignidade humana não tem lugar na polícia. Que será firme em relação a comportamentos desviantes dos polícias.
O natural seria que estivéssemos todos de acordo que, como lhe compete, o ministro da Administração Interna está a defender a decência, o estado de direito, e a dignidade. Dos cidadãos, e da polícia.
Há quem não esteja: André Ventura. Que entende que o ministro da Administração Interna não está a defender nada, mas apenas a atacar. Os polícias, claro!
Para ele o ministro não só ataca os polícias como, ainda por cima, "faz gala" nisso. E, vai daí, convocou de imediato uma conferência de imprensa para anunciar que convocou, para a próxima semana, um debate no parlamento sobre as forças de segurança.
Sem surpresa, convocou também os polícias.
É evidente que é tudo ao contrário do que diz.
Que não é a praticar crimes, nas esquadras ou onde quer que seja, que a polícia ganha autoridade. É o contrário.
Que não é expurgando-a de criminosos que se lhe retira autoridade. É o contrário.
Que não é a sancionar comportamentos desviantes que "estamos a dar a entender que todo o comportamento da polícia é desviante". É o contrário.
Ele sabe é que assim que tem engordado o partido. E acredita que assim o continuará a engordar. Mas desconfio que esteja enganado!
É sempre de desconfiar de alguém que diz que fala com Deus, ou que Deus o mandatou para isto ou para aquilo....
ResponderEliminarhttps://leiturasimprovaveis.eu/2026/03/outro-eleito-que-tambem-fala-com-jesus/
Boas Leituras
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