sexta-feira, 12 de junho de 2026

Ai está o Mundial das Américas

 


Aí estão os primeiros pontapés na bola, no campeonato do mundo mais concorrido de sempre, com 48 equipas. O acréscimo de 16 equipas escuda-se na inclusão, mas é só isso. Um escudo, porque o que interessa é o potencial financeiro. E os cofres da FIFA estão cheios, como nunca estiveram.

Mas não é apenas o de mais equipas. E o de mais países organizadores. E o dos bilhetes mais caros. E nisso é um futebol para outros, não para o povo. Mas é, acima de tudo, o campeonato do mundo subvertido.

A FIFA vendeu-se. Só para referir os mundiais mais recentes, vendeu-se à Rússia de Putin, vendeu-se aos petrodólares do Catar, e vendeu-se ao populismo de Trump. E subverteu-se, ao vender-se dessa forma. Infantino pôs-se nas mãos de Trump. Deu-lhe até o Nobel da paz. Como "quem parte, reparte e não fica com a maior parte, ou é tonto ou não tem arte" Infantino ficou rico. Atestam-no os quase cinco milhões de euros que arrecadou o ano passado ...

O resultado foi a recusa de entrada a um árbitro da Somália, com a exclusão do melhor árbitro africano. Foi a proibição dos iranianos de se movimentarem em terreno americano. Medidas inéditas, nunca antes vistas. A FIFA, "soberana" nestas matérias, perdeu essa soberania. E o pais onde se situam 11 dos 16 estádios do Mundial, ganhou-a.

Nas apostas vale tudo. Mas, agora que se não conhece o alinhamento das selecções ao longo da competição, a França e a Espanha estão na primeira linha dos candidatos. Numa segunda linha estarão a Alemanha, o Brasil e a Argentina. 

Não acredito que a selecção nacional seja candidata a qualquer coisa. Uma equipa que joga com menos um nunca poderá ser candidata a nada. 

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