Caiu o "pacote laboral", uma teimosia deste governo. Mal apresentado desde o início, com recurso a situações confrangedoras, pela mão de uma ministra acusada de radicalismo tecnocrata, o "pacote laboral" estava destinado a este fim.
Acresce o processo negocial. Numa primeira fase, já para não referir o que aconteceu com a CGTP, afastada, o que se passou com a UGT, depois de Seguro dizer que vetaria o processo, caso de não houvesse acordo na concertação social. Na última fase, à última da hora, a cedências às exigências do Chega, em particular a redução da idade da reforma, ao arrepio do mais elementar bom senso, em que o governo chegou a propor uma comissão para estudar o impacto da medida.
Apesar de todas estas cedências do governo, - o que diz bem do seu interesse nesta medida que ninguém reclamava - no último momento, o Chega "roeu a corda", e o "pacote laboral" foi chumbado. Por linhas tortas, escreveu-se direito!
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