sexta-feira, 31 de julho de 2026

A invasão de Ceuta

 



O que aconteceu em Ceuta não é um movimento criado espontaneamente por marroquinos, ávidos de chegar a Espanha, e á Europa. Ceuta é em África. É um enclave espanhol, uma cidade de cerca de 80 mil habitantes.

Este fluxo excepcional de marroquinos - 50 ou 60 mil, que tiveram de sair de Marrocos, o que não possível sem a conivência das respectivas autoridades - põe seriamente em causa as suas as condições de vida e de salubridade. Foram enganados nas redes socias. Perceberam isso mesmo, e a grande maioria já regressou a Marrocos. 

Marrocos tem uma forte ligação com os EUA. E com Israel, sendo um dos principais esteios do Estado Israelita. Espanha é um país sob mira de ambos estados. Melhor: de ambos os governos. Esta é acção exclusivamente dirigida ao Estado Espanhol. 

O resto, o alarme social, o cancelamento do espaço Schengen, é por uma lado, o medo das opiniões públicas na Europa; e, por outro, o aproveitamento dos governos mais radicais da Europa. Os marroquinos estão - estavam - em Ceuta, e seria impossível que chegassem a ao continente espanhol.

É isto. Outra coisa é que os desgraçados continuam a ser enganados. E muitos a morrer. Está já confirmada a morte de 57 pessoas.


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