Não desiludiu, esta final antecipada do mundial, que era a meia final entre a Espanha e a França. Quem desiludiu foi a selecção gaulesa. Mas, como uma equipa joga o que a outra deixa ... o jogo não desiludiu.
O jogo teve o seu momento. E esse foi ao minuto 22, quando a França foi traída por Digne, e este traído pela experiência. E, como não foi salvo por nenhum companheiro de equipa - ou a Espanha não lhe deu hipótese de salvação - esse momento ficará, para sempre, a marcar a sua carreira.
Até aí as duas equipas até souberam lidar bem com os pontos fortes de cada uma. A Espanha, com o ataque francês e a sua verticalidade, no ataque à profundidade. A França, com a organização e o meio campo espanhol. A partir daquele momento, a selecção francesa deixou de se entender com os espanhóis.
Em vantagem no marcador os espanhóis, exponenciaram nos seus argumentos - precisamente posse e a circulação da bola - para dominar completamente o jogo, e banalizar a selecção francesa. Retirando-lhe a bola e, com isso, a profundidade e a explosão.
Enquanto a selecção espanhola acumulou oportunidades de golo, em excelentes jogadas de futebol, a francesa teve o seu primeiro remate à baliza espanhola já no quarto de hora final. Para trás os espanhóis deixavam dois golos, um terceiro anulado por fora de jogo - que só se aceita por serem dados como infalíveis -, e outras tantas oportunidades claras.
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