Com o anunciado assalto ao seu gabinete na Assembleia da República o Chega abre o espectáculo deste Verão.
Vamos dar por "bom" o assalto. Vamos fazer de conta que ele existiu.
Sim, vamos fazer de conta. Quem, sempre com as televisões atrás, é capaz de simular uma hospitalização, simular um incêndio para parecer que combate o fogo, ou simular uma entrega de água ás populações atingidas pela tempestade, mais facilmente é capaz de simular um assalto. Até com um crucifixo e uma imagem de Nossa Senhora de Fátima convenientemente expostos nos despojos.
Vamos pois fazer de conta que nada disto foi encenado, e montar o espectáculo deste Verão. André Ventura diz terem roubado do gabinete - que estranhamente deixa aberto, para facilitar a vida aos larápios - documentos importantes para a acusação a Luís Neves, lançando a suspeição sobre o próprio, sobre Montenegro e, em última análise, sobre todo o regime.
André Ventura está, agora, impossibilitado de apresentar todas as acusações que impendem sobre Luís Neves, no exercício das suas funções da Polícia Judiciária.
Agora, pergunta-se: alguém acredita que, de provas deste teor, só exista um documento?
Só existe uma cópia?
Parece-me que a resposta é óbvia e clara. E não deixam dúvidas sobre "o rabo sempre fica de fora" na montagem destes espectáculos de André Ventura.
Sem comentários:
Enviar um comentário